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Rodrigo Coutinho

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Guia da Série B 2021 - CSA

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Rodrigo Coutinho

Rodrigo Coutinho é jornalista e analista de desempenho. Acredita que é possível abordar o futebol de forma aprofundada e com linguagem acessível a todos.

Colunista do UOL

27/05/2021 04h00

O retorno a Série A bateu na trave para o CSA no ano passado. O clube terminou na 5ª colocação e sonhou com a vaga até a penúltima rodada. Acabou ficando três pontos atrás do Cuiabá e o trabalho teve sequência para 2021. Mozart Batista seguiu no comando, mas recebeu uma proposta da Chapecoense e deixou o clube. Bruno Pivetti assumiu há cerca de 20 dias e tenta implementar sua filosofia.

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O CSA tem Dellatorre em ótima temporada
Imagem: Rodrigo Coutinho

Mais uma vez a aposta da diretoria azulina é por um técnico jovem. Mas neste caso ainda mais novo. Bruno tem apenas 37 anos e estava no Tombense. Não foi tão bem no Vitória em 2020, mas possui algumas particularidades que podem apontar o surgimento de um profissional diferenciado. É autor do livro ''Periodização Tática'', uma das referências para quem se propõe a estudar o futebol com mais profundidade. Buscou capacitação na Europa para se formar treinador.

Passou por Athlético Paranaense e Ludogorets(BUL) como auxiliar técnico. Tem em mãos um elenco de bom nível para o padrão da Série B, principalmente na parte ofensiva. Esta já era a vocação do Azulão do Mutange com Mozart e seguirá a proposta de protagonismo a partir da posse de bola, mesmo que as ideias sejam um pouco diferentes entre os dois treinadores.

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O time-base do CSA para iniciar a Série B
Imagem: Rodrigo Coutinho

Dois jogadores chamam mais a atenção. O meia Gabriel, ex-Flamengo e Bahia, e o centroavante Dellatorre, que deve balançar muito as redes nesta Série B. Marco Túlio, Bruno Mota, Norberto, Geovane, Iury Castilho e o recém-contratado Gabriel Tonini são outros nomes que podem ser importantes na formação de uma nova proposta. A parte defensiva precisa ser mais bem trabalhada para que as coisas se equilibrem.

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Destacado em amarelo, o meia Gabriel tem se notabilizado muito mais por iniciar as jogadas de ataque. Recua e constroi. Vive ótima fase!
Imagem: Rodrigo Coutinho

No que se pôde observar nos quatro jogos em que comandou o time, Pivetti vai trabalhar de forma que se produza a partir de aproximações no campo de ataque e troca de passes curtos. A saída de bola varia. Por vezes ''a três'' com Geovane entre os zagueiros, liberando os laterais. Ou com uma linha de quatro, com Geovane e Gabriel se oferecendo para receber logo à frente dos defensores. O time tem ocupado bem os espaços, mas naturalmente falta desenvolver os mecanismos de movimentação e interação entre as peças. Deve crescer ao longo da competição.

Como faz os gols

Fase ofensiva/ataque apoiado - 39%

Contra-ataque - 22%

Bola parada aérea - 18%

Bola roubada ou recuperada no ataque - 12%

Falta direta - 6%

Fase ofensiva/ataque direto - 3%

Como leva os gols

Bola parada aérea - 30%

Fase defensiva - 25%

Transição defensiva - 25%

Bola perdida na defesa - 20%

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL