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Gabriel Vaquer

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Clubes cobram melhora na transmissão de plataforma do Brasileirão Feminino

Bahia e Napoli no Brasileirão Feminino: clubes cobram melhora de transmissão no Mycujoo e plataforma quer apenas mulheres - Reprodução/Twitter
Bahia e Napoli no Brasileirão Feminino: clubes cobram melhora de transmissão no Mycujoo e plataforma quer apenas mulheres Imagem: Reprodução/Twitter
Gabriel Vaquer

Gabriel Vaquer cobre mídia esportiva desde 2014. No UOL Esporte, conta detalhes do evento onde seu time joga e onde seu profissional de TV esportiva favorito vai trabalhar.

Colunista do UOL

28/04/2021 04h00

Os clubes que disputam o Brasileirão Feminino estão cobrando da CBF uma melhor transmissão do Brasileirão Feminino por parte da plataforma MyCujoo, uma das donas dos direitos de transmissão. Os times demandam o fim de comentários machistas e até de cunho racista, como os que aconteceram no último fim de semana na partida entre Napoli-SC x Bahia. O MyCujoo cogita ter apenas mulheres na cobertura da competição.

A coluna apurou que a CBF não tem poder de mudar a transmissão do MyCujoo, que é a responsável pela contratação de profissionais e escala de jornalistas. Mas, por ser um produto seu, a entidade pode pedir para que se tome um cuidado maior para que algo do gênero não prejudique a imagem do campeonato.

Os times argumentam que casos como o aconteceu no fim de semana, quando um narrador e um comentarista proferiram falas racistas contra o cabelo de zagueiras do Bahia, estão acontecendo com mais frequência do que o aceitável. Outro ponto criticado é que as torcidas dos times sempre reclamam da falta de conhecimento e até de empolgação de quem está nas transmissões.

Essas criticas já chegaram ao Mycujoo. Ontem (26), chegou-se a discutir fortemente que apenas mulheres trabalhem em transmissões de jogos a partir de agora. Seria uma forma de acalmar os ânimos e trazer gente que, de fato, agrade à audiência. Quem faz os jogos atualmente chegou a receber esta informação, mas a plataforma não a confirmou - nem a desmentiu - em contato feito pela coluna.

Para a reportagem, a plataforma afirmou que ter mais mulheres nas partidas do Brasileirão Feminino é um plano que já vem sendo executado com mais intensidade nos últimos tempos. O Mycujoo usou como exemplo o mesmo final de semana da polêmica fala racista para mostrar sua ideia atual.

"O aumento da participação feminina nas transmissões já é algo que tem sido colocado em prática pelo MyCujoo de maneira crescente, desde o início da parceria com a CBF em 2019,. por exemplo, nesta mesma rodada do Brasileirão Feminino A1 nós tivemos o comando de uma dupla feminina na partida Palmeiras x Cruzeiro: a narradora Camilla Garcia e a comentarista Elaine Trevizan", explicou o Mycujoo, em nota.

"Nossos preceitos básicos na seleção das equipes são a diversificação e a regionalização, dando visibilidade aos profissionais das praças em que os jogos estão sendo realizados. Sendo assim, continuamos buscando novos talentos e queremos aumentar a presença feminina cada vez mais. Isso vale não só para as competições femininas em si, mas também para as masculinas", concluiu a empresa.

Além da plataforma, o Brasileirão Feminino é exibido pela Band em TV aberta.