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Prata no Mundial, baiano treinava boxe para brigar e é noivo de pugilista

Do UOL, em São Paulo

27/10/2013 06h00

Robson Conceição voltou a colocar o Brasil entre os primeiros colocados do Mundial de Boxe. Se em 2011 Everton Lopes conquistou o primeiro ouro da história do país, o baiano foi ao Cazaquistão e ficou com a medalha de prata, num cenário bem diferente do que começou sua carreira. O brasileiro inicialmente treinava boxe no quintal de sua casa apenas para se meter em encrencas na rua e só depois encontrou um caminho sério no esporte.

Assim como muitos garotos que vão parar no boxe, Robson era um brigão convicto quando criança. Mas ele admite que sua história não é um grande exemplo. Se muitos pais e mães mandam seus “pentelhos” para o esporte para que eles se acalmem, o baiano treinava para poder fazer mais molecagens.

“Meu início foi complicado. Eu treinava no fundo do quintal de casa, com um amigo meu que fazia aula em uma academia, já que eu não tinha condições para pagar”, conta o vice-campeão na categoria até 60 kg. “Depois de um tempo surgiu um projeto que era dos 13 aos 18 anos e não pagava. Pedia para minha avó me inscrever e comecei a treinar para brigar na rua.”

Robson conta que ia para a rua todo dia e se metia em confusão. “Brigava por qualquer coisa”, diz ele. “Mas o tempo foi passando e fui me interessando pelo esporte. A mente foi mudando e decidi ser um atleta.”

Entre os locais que treinou, um deles teve um grande problema: a localização. A dificuldade é que a academia era a cerca de 9 km de sua casa.

“Como eu não tinha dinheiro para pagar o transporte, ia correndo, treinava e voltava correndo para casa”, relembra o quase meia-maratonista, que também foi pupilo de Luiz Dórea, ex-técnico de Popó e hoje parceiro de Júnior Cigano, ex-campeão do UFC.

Casamento com pugilista

Robson não fala de boxe só quando está na academia. Em casa, ele também vive o mundo de sua carreira profissional, já que ele está noivo de Erika Matos, que já foi da seleção brasileira.

O baiano inclusive ficou conhecido no país por ter pedido a pugilista em casamento em rede nacional. Ele disputava o Pan-Americano de Guadalajara, em que também foi medalhista de prata, e pediu a mão dela.

Questionado sobre quem manda em casa e como é o relacionamento com uma pugilista, Robson brincou. “Os dois (risos). É muito bom, e agora nós vamos casar em Salvador, no dia 6 de dezembro.”

Com uma prata a mais na coleção, Robson e Erika agora seguem se preparando com o objetivo de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016.

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