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Fabiana Murer diz que "vento nunca foi desculpa" para decepção nas Olimpíadas

De volta aos treinos, Murer afirmou que não quis culpar o vento em Londres - Lalo de Almeida/ Folhapress
De volta aos treinos, Murer afirmou que não quis culpar o vento em Londres Imagem: Lalo de Almeida/ Folhapress

Do UOL, em São Paulo

21/10/2012 10h11

Uma das maiores esperanças de medalha do Brasil nos Jogos de Londres, Fabiana Murer foi eliminada ainda na primeira fase do Salto com Vara, após desistir de tentar um último salto para ultrapassar a barreira dos 4,55 m, que a colocaria na final. Ao ser questionada sobre o que a levou à desistência, afirmou que "o vento estava muito forte contra". Agora, mais de dois meses depois, em entrevista ao Jornal da Tarde, ela tentou se explicar. "O vento nunca foi desculpa", afirmou.

A imagem de Fabiana ficou marcada pela desistência olímpica. Em 2008, teve que abandonar a prova após o sumiço de uma de suas varas. Em 2012, grande parte dos brasileiros não aceitou que o vento pudesse levar uma atleta de ponta a deixar a prova mais importante da carreira. "Sei que as pessoas ficaram muito chateadas. Vi a repercussão e até entendo, e as pessoas têm o direito de falar o que quiserem", afirmou. "Estava em choque, anestesiada, tentei ser clara e sincera, Só tentei dar uma explicação", justificou, durante a entrevista ao JT.

Logo após a prova, em entrevista ainda no Estádio Olímpico, ela explicou que "não tinha condições (de realizar o salto). Tentei fazer o que eu pude, mas na segurança. Não adiantaria ir lá e me machucar". Agora, fora do calor da prova, Murer já dá outra explicação: "Eu não fiquei com medo de me machucar. Lógico que queria fazer o salto, mas não tinha como", afirmou.

Ainda na entrevista ao jornal, quando questionada sobre a declaração que Yelena Isinbayeva, que disse que, nas condições de Murer, teria feito o salto, a brasileira aproveitou para "provocar" a russa bicampeã olímpica, mas que ficou com o bronze em Londres: "Ela é mais pesada, com uma técnica diferente, então teve menos dificuldades. Mas, até aí, a gente pode se perguntar por que ela ficou em terceiro, não em primeiro", falou.

Murer voltou aos treinos há duas semanas, já com foco nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. "Coloquei uma pedra em cima disso tudo. Tenho condições de saltar mais de 4,85 m", completou. Essa altura é a melhor já feita por Fabiana. Caso tivesse repetido a marca em Londres, teria saído com o ouro.

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