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Brasil Sem Alergia atende gratuitamente mais de 40 mil pessoas na pandemia

Divulgação
Imagem: Divulgação

Gabryella Garcia

Colaboração para Ecoa, em Blumenau (SC)

11/05/2021 06h00

Com o agravamento da pandemia de covid-19 cresceu a busca pelo tratamento de processos alérgicos, principalmente relacionados a problemas respiratórios. Para atender a essa demanda, o projeto Brasil Sem Alergia tem percorrido de ônibus diversos municípios do Rio de Janeiro oferecendo testes alérgicos, consultas médicas, prescrição de medicamentos essenciais e orientações relacionadas à covid-19.

O projeto já realizou mais de 43.200 atendimentos gratuitos desde o início da pandemia. Para ajudar no combate à propagação do vírus, os profissionais também doaram a seus pacientes mais de 3 mil kits com remédios para asma, um dos principais fatores de risco para o agravamento da doença.

O Brasil sem Alergia nasceu no ano de 2007 na periferia de Duque de Caxias (RJ), já realizou gratuitamente mais de 500 mil atendimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Idealizado pelo casal de médicos alergistas Marcello Bossois e Patrícia Schlinkert, a iniciativa oferece gratuitamente consultas médicas, testes alérgicos, orientação multidisciplinar, espirometria, imunoterapia e também conta com um centro gratuito de nebulização e um ambulatório antitabagismo.

Brasil sem alergia - Divulgação - Divulgação
Projeto já realizou mais de 43.200 atendimentos gratuitos desde o início da pandemia
Imagem: Divulgação

Bossois destaca que neste período de pandemia os pacientes se mostraram muito mais preocupados com as doenças respiratórias. "Por ser um agravante da Covid-19 os pacientes têm aderido mais ao tratamento. Sabemos que um paciente com rinite tem mais chances de contrair doenças respiratórias virais".

Além do atendimento médico, o Brasil Sem Alergia também possui um viés científico e de pesquisas que, segundo Bossois, "é a alma da medicina". Atualmente a grande novidade é o desenvolvimento de um novo teste para a detecção da Covid-19.

Em um projeto conjunto com a Laval University, no Canadá, e com a Santa Casa do Rio de Janeiro, sob comando do professor doutor Luiz Werber Bandeira, o novo teste teria um índice de assertividade de 95% e seu resultado sairia em apenas duas horas.

"A técnica utilizada é a CRISPR, que utiliza a saliva ou então o gargarejo, sem a necessidade de um teste invasivo como o SWAB ou o PT-PCR. Com um gargarejo ou pequena secreção oral da saliva já é possível sua realização. É possível detectar a presença do vírus horas após o contágio acontecer", explica Bossois.

O especialista diz que esse teste será capaz detectar a presença do vírus horas após o contágio acontecer, e que ele já está em fase de validação no Brasil, com o apoio da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e que, se produzido em larga escala, terá um custo muitos inferior aos atuais testes utilizados no Brasil, além da rapidez e eficácia.

Atualmente, com tanta procura, além do atendimento itinerante, o Brasil Sem Alergia conta com cinco unidades de atendimento no Rio de Janeiro, sendo três na Baixada Fluminense, uma na Zona Oeste do Rio e um quinto posto, na Região dos Lagos. Além destas, também há uma unidade em Curitiba (PR) e planos para a abertura de uma outra na Paraíba.