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Benê Gomes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Com motor diesel, Ranger Black faz a alegria do picapeiro urbano

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Benê Gomes

Jornalista e produtor de TV, desde 2001 atua como profissional especializado no segmento automotivo. Assina o boletim diário Sexta Marcha, da Rádio Transcontinental FM de SP, dirige e apresenta o_ _Programa Momento Vox – BAND SP. É diretor da Onze Produções, produtora de vídeo e conteúdo digital, e é o idealizador do Programa Auto+, onde atuou por 15 anos

Colunista do UOL

05/09/2021 04h00

A Ford é mais uma que abriu os olhos para a fatia de público que adora uma picape média e com caçamba grande, não para o trabalho, mas sim para tirar proveito dela na rotina na cidade. Para isso criou a Ranger Black, versão com diferenciais exclusivos, como o visual com pinta de esportivo e um item determinante para encantar seu público: o motor movido a diesel.

Como sabemos, as picapes tradicionais seguem ganhando as ruas nas mãos de proprietários que as encaram como um autêntico carro de passeio, um mercado que foi bem impulsionado também pelas versões com motorização flex e seus preços mais acessíveis. Mas aí, para boa parte desses compradores, ainda fica uma frustração: falta aquele ronco do motorzão diesel sob o capô.

Então voltamos a falar da Ranger Black e seu motor 2.2 movido a diesel, ou seja, tem um propulsor menor, ponto determinante para a Ford fechar um preço muito próximo do que é oferecido nas opções flex disponíveis no mercado. E isso com a garantia de não comprometer o desempenho da picape, já que o Duratorq 2.2 turbo diesel entrega potência de 160 cavalos, tem torque de 39,2 Kgfm, transmissão automática de 06 velocidades e, naturalmente, tração 4x2.

Afinal, na cidade, um sistema de tração integral com reduzida é totalmente dispensável; sem esquecer que isso reduz o peso da picape e ajuda no consumo de combustível. Pelos padrões do Inmetro, a Ranger 2.2 turbo diesel registra médias de 9,6 Km/l na cidade e 11,3 Km/l na estrada. Números que ficam ainda mais interessantes se a comparação for com um motor flex.

Indo adiante e colocando a Ranger Black pra andar no dia a dia, fica claro que o motor menor tem força mais do que suficiente para a picape dentro da cidade e fica longe de frustrar quem pega estrada com a família e muita bagagem.

No quesito conforto e comodidade, interessante na Ranger Black é a possibilidade de transformar a caçamba em um grande porta-malas, bem protegido e isolado contra entrada de água.

Isso porque ela pode ser equipada com um kit opcional formado por proteção plástica da caçamba, rede porta-objetos e, o melhor da história: uma capota marítima rígida com comando eletrônico que se abre e fecha correndo sobre trilhos. Os itens são vendidos também separadamente, mas legal é o kit completo. Só que não é barato: acrescenta R$ 10 mil ao preço fina.

Clima de carro de passeio, mas a suspensão é de picape

Dentro, a Ranger Black segue a proposta com o acabamento geral escurecido, a não ser pelo teto e as colunas que têm o tom cinza claro. Carrega um clima de carro de passeio com a posição amigável para quem dirige - apesar do volante só oferecer ajuste de altura - utiliza muito plástico, mas as peças são bem montadas, tem couro nos bancos e superfície macia nos apoios de braço das portas.

Oferece bom nível de conectividade com o conhecido sistema multimídia da Ford, o Sync 3. Mas olhando bem para a tela de oito polegadas, você percebe que está pequena no grande painel central da Ranger e já tem um ar de projeto mais antigo, tanto pela cor azul predominante, como pelo padrão gráfico.

Depois, é importante lembrar que a Ranger Black tem sim um ajuste geral de suspensão focado no conforto. Mas não dá para esquecer que é uma picape tradicional, com carroceria montada sobre chassi e a clássica suspensão com feixe de molas no eixo traseiro. Isso significa que, com a picape muito leve, principalmente com a caçamba vazia, é inevitável aquele pula pula. Então, nada de esperar comportamento de um SUV e, muito menos, de carro de passeio.

A Ranger Black é muito segura. Não traz todos os recursos disponíveis nas versões topo de linha, mas é equipada com controles eletrônicos de tração e estabilidade, 07 airbags, câmera de ré com sensor de estacionamento traseiro e até o controle eletrônico de oscilação do reboque.

Assim, a receita dessa versão ficou equilibrada ao entregar aqueles pontos que empolgam quem sonha com uma picape de verdade, em especial a força e o ronco do motor diesel, mas com direito ao visual que tem tudo a ver com a cidade e o preço interessante frente às versões flex da concorrência. Uma boa sacada da Ford com sua Ranger Black, e que certamente faz a alegria dos picapeiros urbanos.

Preço: Ford Ranger Black: R$ 193.690,00

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL