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Freedom Plus 1.3 mostra por que nova Strada subiu para o topo de vendas

Benê Gomes

Jornalista, produtor e roteirista, atua no setor automotivo desde 2001. É idealizador e diretor do programa Auto+, exibido pela RedeTV. Também dirige e apresenta o programa Momento Vox, no ar pela Band, e é colunista da rádio Transcontinental FM de São Paulo

Colunista do UOL

06/09/2020 04h00

Passada a natural euforia de lançamento, a Fiat já começou a contabilizar - e a comemorar - mais uma tacada certeira com sua picapinha Strada. Provas indiscutíveis são os números de vendas em agosto, em que já figura como o segundo modelo mais vendido do país, atrás apenas do Chevrolet Onix.

Segundo números da Fenabrave - Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - a Fiat Strada vendeu 8.690 unidades, mais do que o dobro da sua concorrente direta, a VW Saveiro. Já entre os comerciais leves, seu segmento oficial, lidera com folga.

A verdade é que a Fiat conseguiu de novo surpreender os fãs da Strada com uma receita que oferece dois motores, duas cabines e três versões de acabamento.

Uma delas é a Freedom. Não por acaso, a versão que traz duas das boas novidades da picape: a Cabine Plus e o motor 1.3 Firefly. Dentro da linha, está posicionada no meio, o que significa entregar itens com foco no lazer, mas acompanhados de boa capacidade para o trabalho.

Isso se traduz no maior espaço na cabine e também na caçamba. Aliás, tem boas evoluções, como a tampa com um sistema que alivia o peso durante o movimento de abertura e fechamento. Depois, porque o estepe desceu para baixo do assoalho, alteração que abriu espaço para carga.

Mais eletrônica e influência visual da Toro

Mesmo antes de chegar, a nova Strada foi carinhosamente apelidada de mini-Toro. Algo natural e positivo, afinal o desenho da picape média é um dos seus reconhecidos pontos positivos. Basta dar uma conferida na traseira, local onde essa influência é muito evidente, em especial pelo formato das lanternas. Só não é 100% Toro porque a tampa não é bipartida.

Mas carregar características da picape maior foi possível graças ao uso de uma nova plataforma, o que permitiu outras alterações expressivas, como a aplicação da nova arquitetura eletrônica.

Trocando em miúdos: a Strada passou a contar, por exemplo, com controles eletrônicos de tração e estabilidade em todas as versões. Detalhe que permitiu introduzir outro recurso importante, o sistema TC+ - em situações onde o piso é muito escorregadio, ele atua em conjunto com os controles de tração e estabilidade para distribuir a força para a roda que está com mais aderência. Também é item de série em todas as versões.

Nova realidade com o motor 1.3 Firefly

Esta é outra mudança bem-vinda e estratégica para o sucesso da nova Fiat Strada: o motor 1.3 Firefly, o mesmo que equipa os modelos Argo e Cronos e que substituiu o antigo 1.8 E-torq.

Tudo bem que a potência diminuiu, são 109 cavalos e 14,2 Kgfm de torque com etanol no tanque. Mas, na prática, o resultado é bem diferente, pois se trata de um propulsor mais moderno e eficiente.

Com ele, a primeira percepção é o comportamento mais arisco da Strada, com respostas rápidas e embalo fácil. O acerto com o câmbio manual de cinco marchas é bom e o resultado agrada, mesmo trazendo um pouco daquela característica dos carros Fiat, com curso mais folgado.

Sem esquecer de outro ponto favorável desse motor, que é o consumo menor de combustível, notícia que traz um alívio para os proprietários da antiga Strada 1.8 flex. Como agora conta com direção com assistência elétrica e um novo ajuste de suspensão, com direito a nova barra estabilizadora e geometria de molas e amortecedores revisadas, o resultado ao volante é um carro confortável no rodar urbano, firme e seguro nas rodovias.

Cabine simples agora é Plus

Só falta falar então da nova proposta da cabine simples e dos recursos de conforto e entretenimento. A cabine Plus acomoda bem dois adultos altos e reserva um espaço para objetos atrás dos bancos - que não é uma maravilha, mas dá para levar pequenos volumes como uma bolsa ou mochila.

Legal mesmo é que não há incômodo para dois adultos, o que deixa claro que o lance desta cabine é facilitar a vida de quem deseja ter mais espaço na caçamba.

Dito isso, vale observar o novo painel de instrumentos, volante e painel central, que mudaram bastante para melhor, mesmo com a mistura de elementos conhecidos de Uno e Mobi. Coloque aí o cuidado adicional com a correção de um detalhe que causava incômodo: as saídas do ar-condicionado agora estão em uma posição mais alta.

Mas ponto alto para a maioria é o sistema multimídia devidamente atualizado com o que há de moderno no mercado. A tela de 7 polegadas tem boa definição e reúne informações do carro e recursos de conectividade, inclusive permitindo criar dois perfis de usuários. Naturalmente, dá para espelhar o nosso smartphone e, atenção: sem uso de cabo.

Ou seja, temos um projeto realmente renovado e com cuidados interessantes para uma picapinha reconhecida pela versatilidade para o trabalho, mas que agora entrega mais conforto e conveniência. Isso enquanto guarda cartas na manga, como uma versão equipada com transmissão automática, o que deve acontecer no início de 2021.