PUBLICIDADE

Topo

Saúde anuncia antecipação de 7 milhões de doses da Pfizer para julho

Gilvan Marques

De VivaBem, em São Paulo

16/06/2021 19h44Atualizada em 17/06/2021 08h30

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a antecipação de 7 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 para o mês de julho. Segundo o ministro, o Brasil receberá, no total, 15 milhões de doses da Pfizer no próximo mês.

"Conseguimos hoje uma resposta da Pfizer atendendo a solicitação do presidente da República de uma antecipação de 7 milhões de doses da Pfizer para o mês de julho. Então, receberíamos 8 milhões de doses no mês de julho e vamos receber 15 milhões de doses da vacina Pfizer no mês de julho, o que contribuirá para acelerar a campanha de vacinação", disse Queiroga. A declaração foi feita a jornalistas, em Brasília, na noite de hoje.

Em contato com a reportagem do UOL, a empresa confirmou a antecipação do envio de 7 milhões de doses ao Brasil

O presidente Bolsonaro e outras autoridades reuniram-se na última segunda-feira (14) em audiência virtual com o presidente da Pfizer da América Latina, Carlos Murillo, para tratar da possibilidade de antecipação de doses da vacina para o país, conforme a farmacêutica confirmou ao UOL.

O encontro ocorreu em meio às discussões da CPI da Covid do Senado que investiga, entre outros assuntos, a falta de respostas a 81 e-mails enviados pela farmacêutica americana ao governo brasileiro para tratar de vacinas contra o coronavírus. O primeiro teria sido em 17 de março de 2020, no início da pandemia.

O governo brasileiro fechou em março um contrato para a aquisição de 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer, a serem entregues até o final de setembro. A última estimativa do Ministério da Saúde dizia que a farmacêutica deveria entregar neste mês 12 milhões de doses e mais 8 milhões em julho.

O encontro desta segunda, que não constava inicialmente na agenda oficial do presidente, foi divulgado pelas redes sociais do Palácio do Planalto. Em fotos, apareciam, além de Bolsonaro e Queiroga, os ministros das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.