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Sintomas e tratamentos da doença


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Risco de infarto é até 20% maior na virada do ano e verão; reconheça sinais

A dor no peito é o sintoma mais conhecido de infarto, mas nem sempre ela ocorre e é importante saber identificar outros sinais do problema - iStock
A dor no peito é o sintoma mais conhecido de infarto, mas nem sempre ela ocorre e é importante saber identificar outros sinais do problema Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

28/12/2019 17h08

Sol, praia, muita comida, bebida e infarto. Com a proximidade do fim do ano, é muito comum as pessoas cometerem exageros e descuidarem da saúde. Mas não deveriam. Um estudo publicado no periódico científico British Medical Journal, que analisou mais de 283 mil casos de ataques cardíacos, aponta que o número de pacientes com o problema aumenta, em média, 20% durante as celebrações de virada do ano e em 10% nas férias de verão —em comparação com dias "normais" do calendário. A alimentação sem controle, o calor e o estresse são algumas das explicações para essa elevação do risco.

Nós sabemos que o fim do ano está aí e praticamente não há tempo para combater alguns dos principais fatores "controláveis" de uma doença cardíaca, como sedentarismo, obesidade, hipertensão, tabagismo, colesterol e triglicérides altos, diabetes, dieta ruim e abuso de álcool —mas isso não é desculpa para você mudar os hábitos desde já. Portanto, nesse momento de risco elevado de ter um infarto, torna-se ainda mais importante conhecer os principais sinais da doença, pois o socorro rápido aumenta significativamente a chance do paciente sobreviver sem sequelas.

1 - Dor no peito Antes de tudo, é importante saber que o infarto em alguns caso pode ser assintomático (silencioso). Porém, muitas vezes o paciente apresenta uma combinação de sintomas, que surgem de repente. O primeiro sinal costuma ser uma dor ou aperto no peito que se irradia para o queixo ou para o ombro e braço esquerdos, principalmente em homens (mulheres e idosos podem não apresentar essa manifestação típica ao sofrer um ataque cardíaco). Então, fique atento e procure socorro se sentir qualquer dor aguda no tórax que perdurar por mais de 20 minutos, principalmente se ela vier acompanhada de suor frio, fraqueza, tontura, náusea e mal-estar.

2 - Dor no abdome Pode ser tanto uma sensação de estômago pesado quanto algo parecido com queimação, azia e/ou outro sinal parecido com um "simples" desconforto digestivo. A dor abdominal ainda pode vir acompanhada da impressão de que a garganta está obstruída ou de vontade de vomitar.

3 - Falta de ar Esse sinal é mais característico em idosos e ocorre pois o mau funcionamento do coração (que tem sua irrigação sanguínea prejudicada pelo infarto) afeta o trabalho dos pulmões. Quando a falta de ar ocorre isoladamente e o paciente idoso não apresenta outros sinais, é comum a pessoa demorar até meses para buscar ajuda médica e descobrir que teve um ataque cardíaco.

4 - Fadiga excessiva Apresentar um grande cansaço, principalmente em atividades que a pessoa esta acostumada a fazer normalmente sem perder o fôlego, é outro sinal de atenção. Também merece investigação se, após um período adequado de descanso, você não se sentir recuperado e continuar fadigado.

5 - Dor nas costas Caracteriza-se por uma pontada forte na região dorsal ou um desconforto irradiado, muito similar a quando você tem um "mau jeito" nas costas.

Como agir

A recomendação é ligar para o SAMU (192) e manter a pessoa em repouso. Em caso de parada cardíaca, deve-se deitar o paciente no chão, com o queixo virado para cima, e iniciar a massagem cardíaca (veja como realizá-la no vídeo abaixo), fazendo duas compressões por segundo no meio do peito até a chegada da equipe de socorro.

Mesmo que os sintomas sejam leves e a pessoa não tenha histórico de doença cardiovascular, é importante ir ao pronto-socorro. O ideal é que as providências sejam tomadas até seis horas após o início dos sintomas. Depois de 12 horas, a probabilidade de recuperação reduz consideravelmente.

Como agir quando alguém sofre uma parada cardíaca em casa ou na rua

VivaBem

Fontes: Ricardo Pavanello, cardiologista e diretor da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo); Leopoldo Piegas, cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração); e Marcelo Sampaio, cardiologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, consultados em reportagem publicada em 09/08/2019, de Daniela Venerando.

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Imagem: Edson Lopes Jr./UOL
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