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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


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Maisa Silva usa eletroestimulação para definir a barriga; técnica funciona?

Apresentadora compartilhou o treino no Twitter - Reprodução Instagram/Reprodução Twitter
Apresentadora compartilhou o treino no Twitter Imagem: Reprodução Instagram/Reprodução Twitter

Giulia Granchi

Do UOL VivaBem, em São Paulo

19/06/2019 14h24

Resumo da notícia

  • A apresentadora Maisa revelou que está investindo em exercícios com eletroestimulação para definir a barriga
  • No método, a pessoa treina com eletrodos que emitem uma corrente elétrica para estimular a contração muscular e turbinar os resultados
  • Porém, estudos mostram que os ganhos de força e hipertrofia trazidos pela eletroestimulação são iguais ou até piores que a musculação convencional

Em vídeo publicado no Twitter, a apresentadora e atriz Maisa Silva, de 17 anos, aparece realizando abdominais com eletrodos colados em sua barriga. "E depois de 12 dias eu tô de volta e com esse negócio de eletroestimulação (muito blackmirror) pra ajudar a chapar a barriguinha e voltar pros tempos antigos... Projeto tanquinho on", escreveu.

O post logo gerou dúvida em vários seguidores de Maisa, que questionaram: "Isso aí funciona?". Moda entre os famosos, o aparelho emite uma corrente elétrica com o objetivo de estimular a contração muscular e turbinar os resultados do exercício. No entanto, de acordo com Carlos Ugrinowitsch*, professor da Faculdade de Educação Física da USP (Universidade de São Paulo) estudos mostram que o método não garante resultados melhores do que a musculação "convencional" --feita apenas com barras, halteres ou o peso do corpo.

Em entrevista ao UOL VivaBem, Paulo Gentil mestre em educação física, doutor em ciência da saúde e professor na UFG (Universidade Federal de Goiás), explicou que a técnica se baseia em um princípio verdadeiro.

Seu músculo sofre contração por meio de um potencial de ação (como levantar um peso) que acaba gerando uma descarga elétrica. Então, uma descarga elétrica externa (no caso, a eletroestimulação), também faria o músculo contrair, gerando os mesmos efeitos positivos.

No entanto, profissionais da área consideram a falta de comprovação científica para a técnica como um problema. "As evidências sólidas são apenas na área da reabilitação física e trazer a técnica para o âmbito da atividade física sem maiores comprovações é imprudente", aponta Eduardo Netto*, diretor técnico da rede de academias Bodytech.

Tem perigo malhar com menos de 18 anos?

Por sua idade, o professor da UFG esclarece que Maisa pode realizar atividades físicas normalmente, como os adultos, e os possíveis riscos da eletroestimulação são os mesmos. Além de poder ser ineficiente, ele esclarece que a técnica pode ser perigosa.

"Muitas vezes a carga elétrica é fraca demais, o que em teoria não resultaria em nenhum efeito para o aluno. Por outro lado, se for muito forte, pode causar lesões: seu músculo tem mecanismos para se proteger caso o exercício prossiga até um limite nocivo. Então, pelo choque ser um agente externo, você perde a percepção de dor e fadiga e pode até sofrer uma lesão generalizada", aponta.

*Fontes consultadas em reportagem do dia 28 de maio de 2019 e reportagem do dia 10 de maio de 2019.

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