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Fatores de risco deixam mulher mais vulnerável a ataque cardíaco que homem

Fumar, ter diabetes ou ter pressão alta são fatores que aumentam as chances de um ataque cardíaco - iStock
Fumar, ter diabetes ou ter pressão alta são fatores que aumentam as chances de um ataque cardíaco Imagem: iStock

Do UOL VivaBem, em São Paulo

10/11/2018 12h52

Existem fatores que podem predispor o ataque cardíaco em todo ser humano, como fumar, ter pressão alta, colesterol alto, além de excesso de peso e diabetes. Infelizmente para as mulheres, um novo estudo mostrou que alguns destes fatores as deixam mais vulneráveis que os homens a ataques cardíacos.

É importante ficar de olho no coração, uma vez que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). O Ministério da Saúde afirma que 300 mil pessoas sofrem ataque cardíaco todos os anos, e em 30% dos casos é fatal.

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Tentando melhorar a prevenção, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fizeram avaliações sobre a saúde e hábitos de 417.998 pessoas, das quais 56% eram mulheres. Os participantes tinham entre 40 e 69 anos e não tinham histórico de doenças cardiovasculares. Os resultados foram publicados no jornal científico The BMJ.

Com a análise, foi possível confirmar teses já esperadas, como a de que o risco de ter um ataque cardíaco aumenta tanto em homens quanto em mulheres se o indivíduo fuma, tem diabetes, pressão alta ou IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 25, o que indica sobrepeso ou obesidade em potencial.

Também sem surpresa, entre os homens foi comprovado que aqueles que fumaram 20 ou mais cigarros por dia tiverem mais que o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco em comparação com os que nunca fumaram.

O choque veio dos resultados femininos: as mulheres que fumavam tinham um risco mais de três vezes maior de ter um ataque cardíaco do que as nunca tocaram em um cigarro, o que declara “excesso de risco”. Além disso, mulheres com pressão alta e diabetes (tipo 1 e 2) também tiveram excesso de risco para o problema no coração. O único índice que não relatou aumento excessivo em mulheres foi o de IMC elevado.

Ao comparar os dados de homens e mulheres, os pesquisadores também ficaram surpresos. Anteriormente, era um consenso médico que homens correm mais riscos de ataques cardíacos, mas a ligação com os fatores de risco avaliados neste novo estudo deixou as mulheres em primeiro lugar.

Os dados mostram que a pressão alta está ligada a um aumento de mais de 80% no risco relativo no caso das mulheres em comparação com os homens. Com diabetes tipo 1, as mulheres tiveram um risco relativo quase três vezes maior de ataque cardíaco do que os homens, e para o diabetes tipo 2, as mulheres tiveram um risco relativo 47% maior.

"No geral, mais homens tiveram ataques cardíacos do que mulheres. No entanto, vários fatores de risco aumentam o risco em mulheres mais do que aumentam o risco em homens, o que prova que mulheres com esses fatores precisam redobrar a atenção, elas apresentam uma desvantagem relativa", explica a pesquisadora Elizabeth Millett.

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