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Já pensou em conhecer a Cochinchina? Na Ásia, essa viagem é possível

Região histórica do Sudeste Asiático, a Cochinchina é surreal, mas não é ficção - Getty Images
Região histórica do Sudeste Asiático, a Cochinchina é surreal, mas não é ficção Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

02/06/2015 07h00

Quando sua avó dizia que algo só aconteceria se fosse na Cochinchina, no que você pensava? Talvez em um território fantástico que, de tão longínquo, só poderia ser irreal, certo?

Ledo engano: apesar de muito distante do Brasil, a Cochinchina não é ficção. O lugar existiu como uma região formal da Indochina Francesa até meados do século 20 e, hoje, como parte do Vietnã, é chamado pelo governo local de outra maneira: Nam Ky. Mas o nome ainda é usado como referência para explicar a história e, às vezes, a geografia vietnamita. 

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Em mapas antigos (como a imagem ao lado, de 1930), a Cochinchina abrange todo o extremo sul do Vietnã. Para o viajante, a boa notícia é: atualmente, mesmo sob outra denominação e modificado pelo tempo, esse território abriga destinos que, provavelmente, farão parte de seu roteiro caso você visite o país asiático, como a frenética Saigon (hoje Ho Chi Minh City), os túneis históricos de Cu Chi e o delta do rio Mekong. 

Trata-se de uma área fascinante, que, nos dias de hoje, mistura o caos de uma das metrópoles mais animadas da Ásia com atrações que incluem antigos túneis usados por guerreiros vietcongues, campos de tiro com rifles AK-47, agitados mercados flutuantes nas águas do Mekong e praias que prometem ser um cenário de descanso perfeito depois de o turista passar pelas opções anteriores.  

Abaixo, veja cinco passeios que provam que, sim, muita coisa pode acontecer na Cochinchina: 

Ho Chi Minh City

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A antiga Saigon era a capital da região da Cochinchina na época do domínio francês e, hoje, é uma das mais vibrantes cidades da Ásia. Rebatizada após a guerra do Vietnã em homenagem ao homem que liderou o combate contra os Estados Unidos, a atual Ho Chi Minh City abriga cerca de 13 milhões de pessoas, uma quantidade insana de motocicletas e interessantes atrações turísticas, como o Museu da Guerra (com tanques de guerra e uma exposição de fotos tocantes dos conflitos que afetaram a região), o colorido templo taoísta Pagode do Imperador de Jade (erguido em 1909) e a Catedral de Notre-Dame, erguida pelos franceses no século 19 como referência a uma das mais famosas igrejas de Paris.

Túneis de Cu Chi

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Algumas das mais sangrentas batalhas da guerra do Vietnã ocorreram no território onde existiu a Cochinchina --e diversos testemunhos do conflito ainda estão por lá. Um dos passeios turísticos mais populares que saem de Ho Chi Minh City são os tours que levam forasteiros até os túneis de Cu Chi. Uma visita à área é a melhor maneira para ver como os vietcongues levaram até as últimas consequências sua luta contra os Estados Unidos. Em Cu Chi, o turista entra literalmente na terra, em uma rede de túneis usados pelos vietcongues para atacar e se proteger dos americanos. Diversos combatentes chegaram a viver como formigas nesses locais, que não são indicados para quem tem claustrofobia. 

Atirando pra valer

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A experiência de visitar os esconderijos subterrâneos dos vietcongues pode ser realçada em um campo de tiro que fica perto dos túneis de Cu Chi. Ali, por poucos dólares, o turista tem a chance de disparar com armas da época dos combates da Guerra do Vietnã, como o rifle russo AK-47 e o rifle norte-americano M-16. O alvo fica lá longe e, para quem não tem experiência de tiro, é quase impossível saber se os disparos foram certeiros. Mas a maioria das pessoas se contenta em colocar as armas no automático e sentar o dedo no gatilho. Os instrutores às vezes pedem gorjeta para os turistas e, em troca, oferecem mais munição.   

Mercados flutuantes

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Uma das atrações mais interessantes da antiga Cochinchina é o delta do Mekong, área em que o rio de mais de 4.000 quilômetros que corta o Sudeste Asiático desemboca no oceano. Ali fica Can Tho, a quarta maior cidade do Vietnã e conhecida por abrigar mercados flutuantes nas águas fluviais da região. O local atrai turistas que buscam ver a intensa movimentação de frutas, legumes e flores entre pequenos barquinhos, quase sempre manuseados por nativos usando o "non la", o típico chapéu cônico tão associado a estas paragens do mundo. Can Tho fica a cerca de 170 quilômetros de Ho Chi Minh City e pode ser visitado com tours guiados que partem da antiga Saigon. 

Praia

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Na divisa da antiga Cochinchina com a antiga região de Annam se localiza o balneário de Ho Tram, um destino para quem quer relaxar depois de atravessar o ritmo frenético de Ho Chi Minh City e os cenários de guerra de Cu Chi. O destino fica a cerca de 125 quilômetros da antiga Saigon, oferece uma longa orla banhada pelo Mar da China Meridional e hotéis com boa infraestrutura com piscinas bem perto do mar. Na foto, se vê a luxuosa piscina do Grand Hotel Ho Tram, que ainda abriga um cassino.

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