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Elliot Page agradece fãs pelo apoio. Conheça rede que ajuda LGBTQ+

Elliot page agradece apoio dos seguidores durante transição de gênero - Reprodução/Instagram @elliotpage
Elliot page agradece apoio dos seguidores durante transição de gênero Imagem: Reprodução/Instagram @elliotpage

De Universa

01/05/2021 16h12

O ator Elliot Page foi ao seu Instagram na tarde deste sábado (1) agradecer aos seguidores pelo apoio e amor enviados. O artista, de "The Umbrella Academy" e da saga "X-Men", anunciou em dezembro que se identifica como homem trans. E em entrevista recente à revista "Time" ele, que tem 34 anos, diz estar sentindo uma excitação e profunda gratidão por ter chegado a este ponto de sua vida, "misturado com muito medo e ansiedade".

Ainda à "Time", Elliot afirmou que por ser branco e bem-sucedido quer usar seu privilégio para ajudar outras pessoas trans. E elas precisam de apoio mesmo. Somente no Brasil, em 2020, 175 travestis e mulheres trans foram assassinadas. A alta é de 41% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 124 homicídios. É o país que mais mata pessoas trans. Os dados são da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).

Num artigo recente, a Human Right Watch chamou atenção ainda para o fato de a pandemia provocada pela Covid-19 ter prejudicado ainda mais os direitos dos LGBTQ+, já que a quarentena imposta para conter o avanço do vírus deixou alguns mais vulneráveis do que outros.

Diz o texto: "Em países onde as pessoas LGBTQ+ enfrentam estigma social, elas têm menos oportunidades econômicas e mais probabilidade de serem pobres, especialmente em contextos onde algumas delas foram deixadas de fora das medidas de recuperação econômica do governo. Enquanto lutava contra com as consequências da Covid-19, as pessoas LGBTQ+ também enfrentaram um ataque violento de homofobia e transfobia, exercido por governos, políticos e membros comuns."

Segundo a sexóloga Ana Canosa, apresentadora do podcast Sexoterapia, as atitudes recomendadas aos pais de crianças e de adolescentes LGBTQIA são acolher, ouvir e conversar. Ela chama atenção para a estatística segundo a qual a população LGBTQIA+ tem de 2 a 4 vezes mais chance de cometer suicídio, principalmente pela não aceitação da família e dos pais. "O fato de abraçar e acolher seu filho já garante a ele saúde emocional", afirma.

E numa tentativa de ajudar essa população a cuidar da saúde mental e lidar com opressões, a Rainbow Psicologia, primeira empresa do Brasil a se dedicar especialmente ao público LGBTQ+, conta com 140 profissionais em 12 estados brasileiros e pelo menos 1.100 pessoas atendidas no país.

Funciona assim: no site da rede, o paciente preenche uma ficha respondendo dados pessoais e disponibilidade de agendamento. Ele então é encaminhado para um profissional de acordo com a região em que mora e o preço médio que pode pagar — detalhes como valores e datas são acertados entre paciente e profissional, sem intermédio da Rainbow, mas todos os psicólogos ligados à empresa se comprometem a fazer pelo menos um atendimento semanal voluntário.

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