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Victor Hugo é assexual mas se apaixonou por homem. É possível?

Victor Hugo, Ana Maria Braga e Louro José no "Mais Você" - Reprodução/Globoplay
Victor Hugo, Ana Maria Braga e Louro José no 'Mais Você' Imagem: Reprodução/Globoplay

Marcos Candido

11/03/2020 12h14

Em entrevista ao programa de Ana Maria Braga nesta terça (10), o agora ex-BBB Victor Hugo reafirmou a paixão nem um pouco correspondida pelo também ex participante Guilherme.

"Desde que me assumi assexual, sempre me relacionei com mulheres, nunca tinha relacionado e me apaixonado por homens. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Eu acho que ele é uma pessoa incrível e eu me permiti", disse no programa.

Mas, pera aí. Victor não entrou na casa como "assexual"? A resposta é: sim, e não tem problema. Assexuais podem se apaixonar de maneira romântica e até mesmo manterem atração sexual por homens, por mulheres ou pelos dois.

Paixão é um lance. Amor, outro

Assexuais são pessoas que não sentem atração sexual por outras pessoas. Mas o assexual pode se apaixonar e até mesmo manter relações sexuais tranquilamente. Sexo e afeto, como amar ou se apaixonar por alguém, são relações distintas. É o que explica o psicólogo Breno Rosostalo, especialist no estudo sobre assexualidade.

"Para algumas pessoas, a paixão se dá por características que nada tem a ver com gênero ou sexo, mas por características do outro, como o jeito de falar, de tratar, o envolvimento entre os dois. Existe uma série de fatores que, para muita gente, leva ao encantamento", explica.

Os assexuais podem ser heterromânticos (atração pelo gênero oposto), birromânticos ou homorromânticos. O sexo nem sempre é necessário para manter essas relações. Existe um um outro grupo de assexuais: os arromânticos. Os assexuais arromânticos não se apaixonam por nenhum dos gêneros. Apesar disso, todos os grupos podem ter relações de afeto com qualquer pessoa.

Preconceito

Em sociedade altamente sexualizada, ser assexual como Victor Hugo pode gerar incompreensão e isolamento. Não à toa, a sigla luta para ser incluída como uma identidade sexual na sigla LGBT.

Há uma construção social de amamos porque fazemos sexo e fazemos sexo porque amamos", fala Rosostolato. "Mas, quando a gente pensa nessa separação entre amor e sexo, passa a entender o ser humano com uma riqueza de possibilidades. Abre-se um leque de pluralidade."

Com informações de "Assexuais: é possível ser feliz sem sexo, como Victor Hugo do BBB?"

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