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Companheira de primeira-ministra da Sérvia dá à luz a um menino

A primeira-ministra sérvia Ana Brnabic se tornou mãe - Getty Images
A primeira-ministra sérvia Ana Brnabic se tornou mãe Imagem: Getty Images

da EFE, em Belgrado

21/02/2019 15h20

A companheira da primeira-ministra da Sérvia, Ana Brnabic, deu à luz na quarta-feira, algo que, segundo o Governo, é um fato inédito na política mundial.

A mãe, a médica Milica Djurdjic, e o bebê, um menino, passam "bem", segundo um comunicado do Gabinete de imprensa da primeira-ministra.

Brnabic fez história em 2017 ao se transformar na primeira chefe de Governo da Sérvia abertamente homossexual.

Sua escolha como primeira-ministra foi amparada com otimismo porque dava visibilidade a uma comunidade discriminada na tradicional sociedade sérvia, um país que não reconhece nem as uniões civis e nem o casamento de pessoas do mesmo sexo.

A primeira-ministra e Djurdjic vivem juntas, mas não existe nenhum tipo de reconhecimento oficial de que sejam um casal e que tenham um filho em comum. O filho é exclusivamente de sua mãe biológica.

De acordo com a imprensa local, a criança se chamará Igor.

Os veículos de imprensa sérvios informaram que a companheira de Brnabic recorreu no ano passado à inseminação artificial.

A europeísta Brnabic, de 43 anos, foi escolhida primeira-ministra em 30 de junho de 2017 e é também a primeira mulher à frente do Executivo sérvio.

A constituição do país balcânico define explicitamente o casamento como união entre um homem e uma mulher, e as uniões civis de pessoas do mesmo sexo também não são reconhecidas.

Os casais do mesmo sexo também estão proibidos de adotar filhos, embora os solteiros podem fazer independentemente de sua orientação sexual.

A Sérvia melhorou sua legislação para combater a discriminação, a desigualdade e a incitação ao ódio, mas organizações a favor dos direitos LGBT argumentam que não são aplicadas estas normativas e que resta um longo caminho a percorrer para conseguir a igualdade de direitos.

Alguns ativistas também criticam a primeira-ministra por não defender com maior firmeza a necessidade de mudar a legislação para aumentar os direitos desta minoria.

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