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Zero amor e puro ódio: por que todo mundo detesta o Kalahari no Free Fire?

Com 16 km², o mapa é o menor - e mais odiado - já lançado no Battle Royale da Garena, pro-players explicam - Divulgação/Redgol
Com 16 km², o mapa é o menor - e mais odiado - já lançado no Battle Royale da Garena, pro-players explicam Imagem: Divulgação/Redgol

Thaime Lopes

Colaboração para o START

02/08/2020 04h00

É uma opinião unânime na comunidade de Free Fire: o mapa Kalahari é péssimo. Já há tempos o pessoal reclama nas redes sociais da existência dele, principalmente nas partidas ranqueadas.

Para piorar, agora foi anunciado que o Kalahari entrará na rotação do competitivo, fazendo sua estreia na terceira etapa da Liga Brasileira.

Para entender os motivos que o mapa do deserto é tão menosprezado pela comunidade, conversamos com vários jogadores profissionais e analisamos o sentimento de outros influencers sobre o que faz de Kalahari tão odiado (tadinho).

Laranja é a cor mais quente

Kalahari 3 - Reprodução/YouTube - Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

Vamos começar do começo: o mapa tem uma cor... diferenciada. Meio laranja, meio tons pasteis. É completamente diferente das cores mais vivas presentes em Bermuda e Purgatório e, parte disso, é porque ele é inteiramente cercado por montanhas gigantescas.

Parece uma coisa meio Grand Canyon e absolutamente ninguém acha fácil encontrar os inimigos desse jeito.

"Até hoje eu nunca conheci ninguém que goste desse mapa", fala Isabella "HYPE Isa" Fatureto, capitã da equipe New Girls. "Uma coisa unânime é que o visual dele é muito ruim. Você demora muito para identificar quem está atirando, porque a cor do boneco é praticamente a mesma cor do mapa - laranja. Eu passo muita raiva, porque fico procurando o inimigo e não acho", explica Bianca "BiaBKR" Sanches, também capitã da New Girls.

Jhonatan "JUBINHA" Silva de Souza, da Black Dragons, concorda: "você não vê os caras! A gente [da BD] estava treinando esses dias lá e você não encontrava quem estava atirando!".

Cadê o loot que estava aqui?

Kalahari 1 - Reprodução/YouTube - Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

"Às vezes você passa uma partida inteira sem conseguir montar um loot bom", comenta Caio "WEED LONDON" Rafael, organizador dos campeonatos Stay Strong. Luis Fabio "OTREMBB" Sousa, da Black Dragons, ressaltou esse mesmo ponto: "o mapa em si não dispõe de equipamento o suficiente, é complicado".

Balas nas alturas

Kalahari 2 - Reprodução/YouTube - Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

Como falamos, Kalahari é rodeado de montanhas. Não só isso, ele também possibilita que os jogadores usem ganchos para subir em torres e tem alturas muito mais elevadas que os outros dois mapas. Isso significa que, muitas vezes, você está looteando uma casinha bem de boa quando de repente... PÁ. Bala de alguém que está com high ground. Quem joga qualquer game de tiro, sabe: quem tem high ground sai
na vantagem.

"Na minha opinião, a galera que dominar os lugares mais altos do mapa certamente tem bastante vantagem pela visibilidade que vai ter dos inimigos", explica Jordan Silva, da LOUD.

O capitão da BD, Raphael "Phoenix" Ferreira fala que essa diferença de alturas acaba afetando a estratégia dos times. "Se tem um squad em cima do morro e outro embaixo e a safe fecha para cima, a galera que está em baixo vai morrer. São umas distâncias absurdas, tipo 30 metros. Não tem como subir de boa, sabendo que tem outra equipe lá em cima esperando."

Essa dinâmica, na opinião de Isa, afeta a jogabilidade por ser tão diferente de Bermuda e Purgatório. "Nos outros mapas, todo mundo joga mantendo um plano de visão. No Kalahari não, você toma tiro e quando vai ver, está vindo de cima e de tudo quanto é lado. Acho que a Garena quis trazer uma dinâmica diferente, mas ficou até demais", explica a jogadora.

Para superar as alturas excessivas de Kalahari, a sugestão de João "LZINN", da LOUD, é de cair na área central do mapa. Depois, é hora de entender as ferramentas disponíveis: "[Tem que] dominar as plataformas e utilizar a pistola gancho para conseguir dominar os high grounds". Para LZINN, inclusive, o segredo para o local deixar de ser tão assustador para os jogadores está na adição de mais equipamentos, incluindo tirolesas, plataformas de vôo e formas diferentes de rotacionar.

Mais perdido que o John Travolta

Kalahari 4 - Divulgação/Esportelandia - Divulgação/Esportelandia
Imagem: Divulgação/Esportelandia

Além de fazer a galera ter que jogar olhando pra cima, o problema do Kalahari é que nada faz sentido. Onde estou? Também não sei. Ele é grande, com poucos covers e, assim, deixa a galera vulnerável até quando estão tentando ir de uma cidade a outra.

Lucio "Cerol" dos Santos Lima, streamer do Corinthians, falou sobre isso em um vídeo recente em seu canal no Youtube. "Pro cara ir de uma safe para a outra, ele enfrenta um aberto gigantesco e isso vai fazer ele acabar morrendo, porque é muito difícil avançar no Free Fire. Ainda tem parte que tem água, o que dificulta mais ainda", comentou.

E o sentimento de Cerol é ecoado por Jordan, que vê o deslocamento sendo um dos principais problemas de Kalahari. "Certos lugares são muito baixos e outro muito altos, isso afeta [a movimentação] e te deixa vulnerável", afirma.

O que vai ser do competitivo?

Kalahari 5 - Divulgação/Garena - Divulgação/Garena
Imagem: Divulgação/Garena

O mapa menos querido da comunidade vai chegar na Liga Brasileira de Free Fire em agosto, e ninguém curtiu a novidade. Ariano "Kronos" Ferreira, da Vivo Keyd, já tinha demonstrado descontentamento com o Kalahari, e essa semana reforçou que não gostou da estreia do mapa no competitivo.

Jordan concorda com o jogador, afirmando que "no momento não seria interessante ter o Kalahari no competitivo, pois precisa de muitas mudanças ainda. Da forma como está, as equipes podem ganhar ou perder uma partida dependendo do local da queda versus o local de fechamento da safe". Ele ainda completa, dizendo "de início me pareceu bem interessante o novo mapa pra gerar novas rotações, estratégias e tudo mais. Porém ainda precisa de pequenos ajustes em certos lugares".

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