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Timão no Free Fire: "É a coisa certa a se fazer", comenta CEO da Immortals

Ari Segal é diretor-executivo da Immortals, que tem parceria com o Corinthians em Free Fire no Brasil - Divulgação/Immortals
Ari Segal é diretor-executivo da Immortals, que tem parceria com o Corinthians em Free Fire no Brasil Imagem: Divulgação/Immortals

Gabriel Oliveira

Colaboração para o START

17/06/2020 04h00

O Corinthians contratou uma equipe de Free Fire só com mulheres, em um movimento para explorar novas oportunidades de mercado e, ao mesmo tempo, ajudar no desenvolvimento no cenário feminino de eSports, de acordo com o diretor-executivo do Immortals Gaming Club (IGC), Ari Segal.

Em entrevista ao START, o CEO comentou sobre os negócios da empresa no Free Fire, em parceria com o Corinthians. O IGC é dono de outras marcas reconhecidas, como o clube Made in Brazil (MiBR) e a plataforma de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) GamersClub.

Pelo Twitter, o Corinthians anunciou a contratação da equipe feminina, composta pelas jogadoras Sâmie, Mikaela, Amanda, Yasa, Rajah e Mily. O time se chamará BDL, em referência a Bando de Loucos, termo usado para designar a torcida corintiana e que era a tag da equipe masculina contratada pelo Timão em outubro de 2019.

A BDL está participando da Liga NFA Feminina. Além das competições, as mulheres irão se dedicar à produção de conteúdo sobre Free Fire.

O CEO do IGC explica que a contratação é importante tanto para os negócios da empresa quanto para o cenário feminino brasileiro.

"Criar propriedade no Brasil que acesse a cena gamer feminina nos dá oportunidades de mercado totalmente novas, é economicamente racional e, ao mesmo tempo, por conta das nossas marcas, infraestrutura e liderança, nós podemos ajudar a crescer e estimular o desenvolvimento do cenário feminino. É a coisa certa a se fazer", comenta Ari.

música: tossie slide

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Para o Free Fire, que é um jogo significativamente mais popular no Brasil do que nos Estados Unidos, nós vimos uma oportunidade de fazer uma parceria com o Corinthians, levando a marca deles para uma nova audiência
Ari Segal, diretor-executivo da Immortals

Parceria estratégica

Segal - Divulgação/Immortals - Divulgação/Immortals
CEO da Immortals vê oportunidade maior em Free Fire no Brasil do que nos EUA
Imagem: Divulgação/Immortals
Segal explica que a parceria para operação do Free Fire no Brasil é estratégica e beneficia as duas marcas, a Immortals e o Corinthians.

"Nós poderíamos fazer a Immortals crescer no Brasil, mas eu não acho que é possível estalar os dedos e ter milhões de pessoas em torno da marca. Não é uma verdadeira marca endêmica [no Brasil]", contextualiza o CEO, exemplificando que, apesar da relevância mundial da MiBR, a maioria dos torcedores da equipe é brasileira, o que justifica a operação segmentada.

"Para o Free Fire, que é um jogo significativamente mais popular no Brasil do que nos Estados Unidos, nós vimos uma oportunidade de fazer uma parceria com o Corinthians, levando a marca deles para uma nova audiência e também dando a nós a chance de acessar a audiência brasileira reunida em torno do Corinthians e expô-la aos jogos eletrônicos", detalhou o executivo do IGC.

Equipe masculina

O Corinthians anunciou a contratação do time masculino de Free Fire em outubro do ano passado. Já no mês seguinte houve a primeira conquista - e pra lá de expressiva: o título do Free Fire World Series, o campeonato mundial da modalidade.

O Timão ficou na 6ª colocação da 1ª Etapa da Liga Brasileira (LBFF) de 2020 e está participando da C.O.P.A. Free Fire, disputada pela internet.

Entre os membros do elenco está o astro Bruno "Nobru" Goes, o melhor pro-player de Free Fire do mundo e vencedor de três troféus no Prêmio Esports Brasil de 2019.

Nobru FF - Cesar Galeão/Garena - Cesar Galeão/Garena
Nobru, à direita, é um dos destaques do Corinthians no Free Fire
Imagem: Cesar Galeão/Garena

Na avaliação do CEO do IGC, a equipe "tem sido um enorme sucesso para nós e eu acredito que seja para o Corinthians".

Ele destaca que o IGC entrou com o Free Fire já em alta e que, de lá pra cá, "a popularidade do jogo como eSport só continuou crescendo".

"Uma coisa que tem sido particularmente gratificante é que esta parceria entre nós e o Corinthians nos permitiu provar a tese de que, se você pega uma marca e um jogo e mistura os dois em uma operação local, você pode ter uma propriedade dinâmica e conectiva e que serve a todos os tipos de objetivos, incluindo aprofundar a conexão do Corinthians com a sua audiência e aumentá-la, expor novas pessoas aos eSports e mostrar novas pessoas ao Corinthians", analisa o chefão do Immortals.

Immortals - Oshin Tudayan/Riot Games - Oshin Tudayan/Riot Games
Equipe de League of Legends da Immortals disputa a LCS, liga norte-americana do jogo
Imagem: Oshin Tudayan/Riot Games

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