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Um ano de START: o que rolou no mundo dos eSports

Título mundial do Corinthians Free Fire em 2019 foi símbolo de um grande ano para os eSports - Divulgação/Garena
Título mundial do Corinthians Free Fire em 2019 foi símbolo de um grande ano para os eSports
Imagem: Divulgação/Garena

Gabriel Oliveira

Colaboração para o START

06/06/2020 04h00

Em junho de 2019 nascia o START, novo projeto editorial do UOL dedicado ao público gamer no Brasil, com a missão de ser referência em jornalismo e conteúdo. Faz 1 ano, portanto, que levamos as novidades e as emoções dos eSports a você, com histórias reveladoras, curiosas, inspiradoras, impactantes.

Neste 1 ano, acompanhamos de perto muitas transformações, como o nascimento do maior fenômeno dos últimos tempos no mundo gamer: o Free Fire, que hoje conta com 80 milhões de jogadores diários e ostenta os recordes de audiência nas competições de eSports no Brasil.

Free Fire

O Free Fire, jogo de battle royale para celular, conquistou os corações dos brasileiros. Ele possui mecânicas bem similares a outros games do gênero, mas se destaca pela simplicidade e pela rapidez das partidas, sendo impulsionado também pela popularização dos smartphones, onde pode ser acessado gratuitamente.

Nos eSports, o Brasil logo despontou como potência competitiva. Em 2019 houve três edições da Pro League, a competição brasileira da modalidade, com a participação de equipes importantes do cenário nacional. Para 2020, a produtora do Free Fire, a Garena, criou a Liga Brasileira (LBFF), cuja 1ª Etapa ficou nas mãos da Team Liquid.

Pro League Brazil Free Fire - Leonardo Sang/BBL - Leonardo Sang/BBL
Primeira Temporada da Pro League de Free Fire, em 2019
Imagem: Leonardo Sang/BBL

Hoje, além das organizações de eSports tradicionais, os principais torneios de Free Fire contam com clubes de futebol: Corinthians, Santos e Cruzeiro estão representados na elite.

O Corinthians, aliás, conquistou o título mundial de 2019, em novembro, no Free Fire WorldS Series, realizado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Contratado do Timão, o pro-player Bruno "Nobru" Goes é, hoje, a principal referência brasileira, com histórico de boas performances e conquistas no Prêmio Esports Brasil.

Corinthians FF - Divulgação/Garena - Divulgação/Garena
Em 2019, o Corinthians foi campeão brasileiro e mundial de Free Fire
Imagem: Divulgação/Garena

Os campeonatos de Free Fire são sucesso de audiência. É a modalidade de eSports mais assistida do Brasil. O Mundial de 2019 registrou 1,2 milhão de espectadores brasileiros simultâneos no YouTube, superando o recorde anterior, da terceira temporada da Pro League, com 1 milhão.

O Free Fire também mudou a vida de streamers, já que abriu novo nicho para produção de conteúdo. E com altos números de audiência! A LOUD, além de competir (e ter sido campeã da Copa América 2020), conta com uma equipe de influenciadores que levou a marca a bater a marca de 1 bilhão de visualizações de vídeos no YouTube.

LOUD - Rafael Roncato/UOL - Rafael Roncato/UOL
Parte da equipe da LOUD em uma das mansões da equipe
Imagem: Rafael Roncato/UOL

Músicas exclusivas (como a parceria entre Mano Brown e MC Jottapê), personagens personalizados (como o do DJ brasileiro Alok) e o caráter democrático e inclusivo (com espaço para jogadores de fora do eixo Rio-São Paulo e mulheres) contribuíram para a fidelização do público ao Free Fire.

O START mostrou tudo que rolou de mais interessante no Frifas, com notícias, cobertura de campeonatos, perfis, entrevistas e tutoriais. BOOYAH!

Mano Brown e Jottape - Divulgação/Garena - Divulgação/Garena
Mano Brown e MC Jottapê cantam "Zé Guaritinha" no mundial de Free Fire 2019, no Rio de Janeiro
Imagem: Divulgação/Garena

Business

O mercado de eSports cresceu ainda mais de 1 ano pra cá: clubes e equipes se destacaram, mais empresas entraram no cenário, novos produtos de conteúdo nasceram. Tudo acompanhado pelo START.

Noticiamos a expansão pela qual estava passando a FURIA Esports, equipe que conta com a torcida do craque Neymar Jr. Visitamos a mansão da LOUD em São Paulo e trocamos ideia com pro-players e influenciadores. Mostramos a irreverência da Rensga Esports, clube de Goiânia (GO) que se planejava para se candidatar a uma vaga no Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL). O novo sistema de franquias será adotado a partir de 2021.

Rensga -  Divulgação/Rensga Esports -  Divulgação/Rensga Esports
Gafone, treinador da Rensga Esports no centro de treinamento do clube
Imagem: Divulgação/Rensga Esports

Falando nisso, a temporada nacional de LoL de 2020 começou com presença recorde de jogadores e treinadores sul-coreanos e estrangeiros, o que demonstrou o poder do nosso mercado. Isso com uma superequipe montada pela paiN Gaming, apoiada por patrocinadores de peso como Coca-Cola e BMW.

No Rainbow Six, o cenário brasileiro atraiu investimento de clubes estrangeiros. Ninjas in Pyjamas (NiP), FaZe Clan, Made in Brazil (MiBR) e Team Liquid contam com equipes de pro-players brazucas na modalidade, conforme detalhou o START.

Rainbow 6 -  Saymon Sampaio/Ubisoft -  Saymon Sampaio/Ubisoft
Nyvi Estephan apresenta o Brasileirão de Rainbow Six em 2019
Imagem: Saymon Sampaio/Ubisoft

Testemunhamos o lançamento de Valorant, o First-Person Shooter (FPS) da Riot Games, desenvolvedora do LoL, com pro-players já migrando para o novo jogo ainda na fase de testes.

Também revelamos que o Facebook Gaming cortou streamers e reduziu a remuneração de criadores de conteúdo que continuaram contratados. E expusemos em números o crescimento do mercado de trabalho nos eSports.

Felipe Machado - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Felipe Machado Silva trabalhando em casa por conta da covid-19
Imagem: Arquivo pessoal

Personalidades dos eSports

Neste 1 ano o START contou as histórias de muitas personalidades dos eSports, dos mais variados jogos competitivos.

Entre os personagens retratados em nossas páginas estão o astro norte-americano de fighting games Dominique "SonicFox" McLean; o pro-player argentino de LoL Matías "WhiteLotus" Musso; a mãe do jogador de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) Gabriel "FalleN" Toledo, Kenia Toledo; o campeão de PES Guilherme "GuiFera" Fonseca; o psicólogo de eSports João Cozac.

FalleN - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
FalleN, da MiBR, com sua mãe, Kenia Toledo
Imagem: Arquivo pessoal

E também o narrador Diniz "Gruntar" Albieri; a comentarista de Rainbow Six Victória "Viic" Rodrigues; o cyber-atleta de CS:GO Epitácio "TACO" Pessoa; o influenciador Lucio "Cerol" Lima; o streamer de CS:GO Alexandre "Gaules" Borba; o competidor de Mortal Kombat Wellington "Konqueror" Castro; o pequeno jogador de Fortnite Vitor Hugo "Zenon" da Fonseca, entre outros.

Na série Nickname, o START estreou com uma entrevista com o tricampeão brasileiro de LoL Felipe "Yang" Zhao. Depois, mostramos as trajetórias dos pro-players de CS:GO Marcelo "coldzera" David e Kaike "Kscerato" Cerato.

Coldzera - Lucas Seixas/UOL - Lucas Seixas/UOL
Coldzera conversou com o START antes do início da temporada 2020 pela FaZe
Imagem: Lucas Seixas/UOL

Profissão pro-player

Cyber-atleta é uma profissão relativamente nova, ainda cercada de dúvidas, preocupações, glamourização e disputas jurídicas. O START tem mostrado isso neste 1 ano, expondo as diferentes facetas da vida de um pro-player.

Para ser jogador profissional de eSports não basta apenas ser habilidoso no jogo. Competir vai além disso. É preciso se dedicar aos treinamentos, estar preparado mental, saber perder e ter profissionalismo. Com isso, você pode ser o novo Felipe "brTT" Gonçalves, quem sabe? Há diversas maneiras de iniciar a carreira, inclusive por meio de peneira, estilo das de futebol. No LoL tem processos seletivos do tipo.

Há pro-players que se concentram tanto em evoluir que desembolsam até R$ 20 mil para irem treinar na Coreia do Sul, país referência nos eSports. São os chamados bootcamps.

O START acompanhou de perto e noticiou as discussões e disputas judiciais envolvendo os direitos dos jogadores. Explicamos os modelos de contratação de pro-players ao revelarmos o processo judicial de Carlos "Nappon" Rucker contra a paiN Gaming. Noticiamos a cobrança por salários atrasados e outras irregularidades na Team One, a partir dos casos de cyber-atletas de LoL e de Rainbow Six. No DotA 2 também houve pro-players que acionaram a Justiça do Trabalho.

No START você ficou sabendo da história de sofrimento do jogador de CS:GO Matheus "brutt" Queiroz, que morreu aos 19 anos por uma infecção não identificada no sistema nervoso central. A mãe do jovem decidiu abrir ações judiciais por suposta negligência contra os clubes Team Reapers e Imperial Esports. O caso fez até o Ministério Público do Trabalho (MPT) abrir uma inédita investigação sobre as condições trabalhistas no mundo dos esportes eletrônicos.

brutt - Lucas Landau/UOL - Lucas Landau/UOL
Família de brutt entrou na justiça pela morte do jogador de Counter-Strike
Imagem: Lucas Landau/UOL

Coronavírus

O novo coronavirus apareceu e provocou mudanças profundas na rotina e no modo de convivência da sociedade. Nos eSports não poderia ser diferente.

Ainda que os jogos sejam virtuais, as principais competições profissionais são presenciais e os cyber-atletas treinam em gaming houses ou gaming offices.

KaBuM - Divulgação/Riot Games - Divulgação/Riot Games
DudsTheBoy, da KaBuM, joga com máscara durante a semana 6 do CBLoL 2020
Imagem: Divulgação/Riot Games

Antes de a doença se espalhar pelo Brasil, competições em outros países foram interrompidas por conta da pandemia. Em março, as precauções necessárias para evitar a infecção começaram a modificar a rotina dos clubes brasileiros. Equipes suspenderam atividades e desocuparam centros de treinamento, enquanto campeonatos, como o CBLoL, eram paralisados.

O campeonato mundial de CS:GO que aconteceria no Rio de Janeiro em maio acabou adiado para novembro. O coronavírus levou ao cancelamento da 2ª Etapa da LBFF e do Mid-Season Invitational (MSI) de LoL.

LBFF - Divulgação/Garena - Divulgação/Garena
Em 2020, Garena inaugurou o estúdio de Free Fire para partidas da LBFF
Imagem: Divulgação/Garena

Por conta da redução drástica das atividades econômicas, os clubes também sofreram financeiramente. O Flamengo, por exemplo, demitiu cinco do elenco de LoL - depois recontratou dois.

Os gamers se uniram e se engajaram em campeonatos e streams beneficentes destinados a arrecadar dinheiro para doação ao combate à covid-19.

No START você viu também a situação da pandemia a partir da perspectivas de membros da comunidade de eSports que vivem em outros países: o psicólogo Rafael Pereira da Coreia do Sul e os pro-players de PES GuiFera e Henrique "HenrykinhO" Mesquita da Espanha.

Rafael Coreia - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Rafael Pereira relatou o cotidiano na Coreia do Sul durante a pandemia de coronavírus
Imagem: Arquivo Pessoal

Compromisso

Foi assim, contando histórias, dando voz à comunidade e levando a emoção dos eSports ao público, que o START chegou ao seu primeiro ano de existência.

E vem muito mais por aí!

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