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Depois de "Skyrim" e "Witcher", "Zelda" é o grande RPG que você deve jogar

Data, preço e mais: veja detalhes sobre o Switch

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Barbara Gutierrez

Do UOL, em São Paulo

18/01/2017 15h26

“The Legend of Zelda: Breath of the Wild” vem para unir muitas tribos. Seu mundo aberto imersivo e novos aspectos como a reação de Link ao ambiente externo formam uma nova fórmula que chegou a interessar até mesmo pessoas que nunca jogaram qualquer game da série. Assim como eu.

Sim, eu nunca joguei Zelda. Os mais puristas que venham com suas tochas e pedras, mas eu admito esta falha na minha linha do tempo de videogames com a certeza de que já está na hora de dar um jeito nisso. Todo mundo precisa começar de algum jeito, e o meu com certeza será com “Breath of the Wild”.

Com poucos minutos de pesquisa nesta maravilha chamada internet, eu descobri que não sou a única a nunca ter jogado nenhum dos títulos nos quais você vive no glorioso mundo de Hyrule. Ufa. Além disso, junto a afirmações “nunca joguei Zelda”, a maioria dos fóruns estão repletos de perguntas como “posso começar com ‘Breath of the Wild’?”.

E eu respondo: você pode começar com o que você quiser. Mas, honestamente, esta é a hora perfeita. Posso não entender completamente sobre a linha do tempo das aventuras de Link, mas eu sei bem por que este game me convenceu e me atraiu: o novo modelo tem alguns elementos básicos muito parecidos aos de RPGs medievais de sucesso como “Skyrim” ou “The Witcher”.

Não falo de questões básicas como jogabilidade em primeira pessoa, mas sim da liberdade que o jogador tem logo nos primeiros minutos de game em “Breath of the Wild”, das mil possibilidades de equipamentos e armas que podem ser encontradas (ou surrupiadas de inimigos) no mundo aberto ou nas diferentes formas de cozinhar e caçar.

Você encontra diversos tipos de cogumelos disponíveis para serem cozinhados em receitas que causam reações das mais variadas e pode cozinhar um pedaço de carne tanto diretamente na fogueira quanto no caldeirão - resultando em diferentes receitas.

É possível pegar as armas de seus inimigos já derrotados e usá-las até quando a durabilidade de cada item aguentar. São detalhes que fazem a diferença - pequenas coisas que formam um universo inteiro a ser explorado.

Você tem um mundo inteiro (perfeitamente projetado, com design e som impecáveis, diga-se de passagem) para fuçar minuciosamente e mesmo assim ser surpreendido com mais novidades. E o melhor: o jogador decide como fazer e quando fazer. Do seu jeito. Não foi esta uma das melhores características dos dois RPGs medievais de maior sucesso dos últimos anos?

A completa imersão demonstra sua verdadeira qualidade. Apesar de não jogarmos com Link com visão em primeira pessoa, a minha conexão com ele foi quase instantânea. Talvez seja em razão de uma recém adquirida crush por hylians ou, simplesmente, por sentir que ele assimila tudo ao mesmo tempo que eu. Ali, somos nós contra o mundo inteiro - literalmente.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild2 -  -

Não se deixe enganar pela brilhante paleta de cores neste “Legend of Zelda”: não é um game para crianças.

Obviamente, você não vai pegar a Zelda de jeito em cima da Epona ao estilo "Geralt e o unicórnio empalhado", mas mesmo com todo o significado que o nome da carrega e com a recomendação para qualquer idade, este é um título para você, e não só para seu filho ou primo novinho. O jogador começa o game sem maiores explicações e em poucos minutos já está livre para enfrentar um universo aberto ilimitado que pode até parecer meio assustador no princípio. Afinal, é perigoso ir sozinho.

Outro grande aditivo que remete aos RPGs de sucesso é a forma como Link se relaciona com todo o ambiente à sua volta. Há essa verossimilhança de games muito mais sisudos em todo “Breath of the Wild”: o personagem começa a perder pontos de vida ao circular por um local frio sem vestimentas adequadas; quando chove, o fogo apaga e raios atingem itens metálicos próximos.

Isso sem falar na questão da física no game, que é levada bem à risca seja na forma como Link usa suas armas (que sofrem desgaste e precisam ser substituídas), no movimento que ele faz em batalha ou em como itens pesados podem ser jogados em inimigos para causar dano.

Você pode interagir com absolutamente tudo à vista, até mesmo subir em árvores apenas por diversão ou descer abismos só pela curiosidade - mas cuidado, se sua barra de vigor acabar, você pode cair diretamente para o abraço da morte.

Além da mudança de clima, há também a diferenciação entre dia e noite, que é o momento no qual alguns inimigos dormem. O jogador pode se aproveitar do novo sistema oferecido pelo game, que dá uma noção do barulho feito por Link para que ele chegue sorrateiramente tanto em oponentes quanto para caçar, por exemplo.

Caso ser ardiloso não é muito a sua praia, seus adversários podem te escutar chegando e montar suas defesas. “É um jogo de crianças”, eles disseram. Até serem mortos pelo primeiro ataque de um monstro. Talvez essa história possa ser verídica ou não, fica a critério da imaginação de vocês.

Por fim, em relação ao Switch, não é à toa que o novo "Zelda" é o carro chefe do console inédito da Nintendo. Se me convenceu, por que não convenceria um fã da série?

The Legend of Zelda: Breath of the Wild - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

O título roda de maneira espetacular no console em seu formato portátil - não há queda de frames visível e o visual é ainda de encher os olhos, além de ser confortável nas mãos. Ainda que na televisão - no modo caseiro - os 1080p deixem a imagem um pouco serrilhada, ainda é possível aproveitar o belo design do game, que ainda traz o estilo da franquia misturado a elementos novos que me lembram muito as artes do Studio Ghibli.

Em comparação ao Wii U, as cores no Switch são mais ricas, a definição é muito maior e as texturas são muito mais detalhadas. Em diversas cenas de comparação, o brilho em certos itens na versão do Wii U acabava com os pequenos detalhes do resto da cena, enquanto no novo aparelho é possível observar tudo com mais clareza e distinção.

Após jogar aproximadamente 20 minutos de "Breath of the Wild", eu me convenci que está na hora de, finalmente, eu jogar "Zelda". Não pela história em si ou pelos personagens, mas sim pela importância que este jogo deve receber em breve na cronologia atual dos RPGs memoráveis.

“The Legend of Zelda: Breath of the Wild” chega dia 3 de março para Switch e Wii U e preço sugerido de 60 dólares. Ainda não há previsão de lançamento do game ou do Switch no Brasil. Só resta esperar.