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100% das mulheres gamers já sofreram com assédio, diz estudo

Pesquisa publicada nos EUA relata dificuldades de ser mulher e jogar online - Reprodução
Pesquisa publicada nos EUA relata dificuldades de ser mulher e jogar online Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

31/03/2016 16h25

De acordo com um estudo publicado na Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, 100% das mulheres que jogam games por pelo menos 22 horas semanais já sofreram algum tipo de assédio.

A pesquisa, assinada por Jesse Fox e Wai Yen Tang, foi feita com base em um questionário publicado online. Todas as 293 mulheres que responderam às questões apresentadas relataram já ter sofrido assédio - na maioria dos casos, de cunho sexual.

O estudo afirma que, durante interações em games online, tanto homens como mulheres costumam ser alvos de assédio. O assédio sexual, porém, é predominantemente observado no caso de gamers mulheres.

Em uma lista das principais agressões mencionadas, a pesquisa cita insultos sexistas e sobre aparência, piadas de estupro, pedidos de favores sexuais e até casos de 'stalking', em que a agressão vazava para a vida real através de redes sociais.

Fox e Tang garantem que "uma quantidade pequena, mas considerável" das jogadoras relataram sintomas de depressão por decorrência dos episódios, e que atualmente preferem jogar com personagens masculinos e esconder o fato de serem mulheres.

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