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GDC 2013 começa com destaque para o 'lado B dos consoles' e "Metal Gear"

Théo Azevedo

Do UOL, em San Francisco

25/03/2013 10h10

Começa nesta segunda-feira (25) em San Francisco, nos EUA, a Game Developers Conference, que reúne produtores de jogos de todo o mundo para discutir as atuais e próximas tendências dos jogos eletrônicos.

Desta vez empreitadas inovadoras como o Ouya, o Project Shield e o Oculus Rift vão dividir espaço com novidades sobre os próximos “Metal Gear Solid” e “Battlefield”.

Aliás, é bem provável que em meio ao festival de hype que normalmente domina a E3 e a Tokyo Game Show, por exemplo, a GDC seja o único evento em que blockbusters, indies e tecnologias alternativas coexistam de forma pacífica e sem estranhamento.

Na verdade, mesmo a porção blockbuster da GDC 2013, de certa forma, não é intencional: nesta terça (26), por exemplo, a Electronic Arts vai revelar os detalhes em torno de “Battlefield 4”, mas em um evento externo em San Francisco. Já Hideo Kojima vai dar uma palestra sobre a Fox Engine e, de quebra, mostrar algo de “Metal Gear Solid: Ground Zeroes”, título da Konami cercado de mistério.

TENDÊNCIAS

  • Divulgação

    O videogame Ouya, que roda com o sistema operacional Android, é um dos destaques da GDC...

  • Divulgação

    ...junto com o óculos de realidade virtual Oculus Rift - um detalhe curioso é que ambos foram financiados pelo site Kickstarter.

Em 2013 há um destaque especial na GDC para o “lado B” dos consoles, por assim dizer: algumas empresas vão exibir jogos para o Ouya, console que arrecadou US$ 8,5 milhões no Kickstarter e vai rodar jogos gratuitos, e para o Project Shield, portátil da Nvidia que fará streaming do PC. Você pode conhecer mais sobre estas máquinas nesta reportagem do UOL Jogos.

O Oculus Rift é outro dispositivo que deve aparecer com força na GDC. Também financiado via Kickstarter, os óculos de realidade virtual chegam ao mercado em abril e já têm um jogo compatível: "Team Fortress 2", da Valve.

Já as palestras da GDC vão discutir o processo de criação de jogos como “Tomb Raider”, “Walking Dead”, “Dead Space 3”, “Assassin’s Creed III” e mais.

Um pouquinho de Brasil

O Brasil figura como tema de algumas palestras, especialmente focadas em como explorar o mercado F2P (Free to Play) na América Latina. Mas talvez a mais importante seja a intitulada “Global Ratings: A Unified Effort to Address the Global Needs of a Digital Marketplace”: com participação de Rafael Vilela, do Ministério da Justiça, órgãos de classificação etária como ESRB e PEGI vão discutir os esforços em termos de um sistema global de classificação, que descomplicaria a vida de produtores que sofrem para adequar o conteúdo de seus games para as diferentes regiões do globo.

Para completar a Paradox, publisher europeu que recentemente lançou "Dungeonland", feito pela carioca Critical Studios, vai apresentar um novo game produzido em terras brasileiras.

A Paradox mantém o mistério e não conta quem está por trás do jogo ou mesmo do que se trata, mas diz que é um título popular em celulares e que vai ganhar versão para PC.

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