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Livro sobre MMA revela que "Mortal Kombat" inspirou a criação do UFC

Rodrigo Guerra

Do UOL, em São Paulo

04/04/2012 16h50

O MMA, sigla para Mixed Martial Arts, é um esporte em franca ascensão no cenário mundial e extremamente popular aqui no Brasil.

Entretanto, para chegar a esse ponto, foi necessário convencer muitas pessoas importantes no show business que essa modalidade poderia ser lucrativa e um dos muitos argumentos que foram usados para levar a ideia adiante foi o jogo “Mortal Kombat”, como é mostrado no livro “Filho Teu Não Foge À Luta”, de Felipe Awi.

A obra conta a história do MMA e, principalmente, da família Gracie, principal expoente do Jiu-Jitsu, e como foram os primeiros passos para transformar o esporte em febre mundial. Segundo o livro, um dos argumentos para criar um programa de televisão foi o vídeo “Gracie Jiu-Jitsu in Action” e o jogo da então Midway.

“O brasileiro [Rorion Gracie] havia levado debaixo do braço uma cópia do ‘Gracie Jiu-Jitsu in Action’, que impressionou os executivos, mas o dono do SEG [Bob Meyrowitz] só se rendeu de vez quando ouviu alguém dizer: ‘Todo mundo quer saber quem ganha uma luta de verdade entre um carateca e um judoca, um pugilista e um lutador de tae kwon do’. Era verdade ele também já tinha pensado nisso. Até que alguém lembrou de um jogo de videogame e de fliperama que tinha virado febre entre os jovens na época: ‘Mortal Kombat”. [...] Dois entrariam no ringue e só um sairia. Seria como Rorion aprendeu em casa: a reprodução de uma briga de rua real”.

O autor Felipe Awi conta esta e outras histórias dos principais lutadores de MMA brasileiros, como Anderson Silva e Vitor Belfort, explicando também de forma leve e fácil de entender como o Vale-Tudo, sem regras e mais violento, se transformou no The Ultimate Fighter Championship.

“Filho Teu Não Foge À Luta” é publicado pela editora Intrínseca e está disponível nas principais livrarias pelo preço sugerido de R$ 24,90.

Briga virtual

A série “Mortal Kombat” surgiu em 1992 e se destacou por ser bastante violenta e com direito a golpes fatais. Em 20 de existência foram nove jogos produzidos, sendo o mais recente um reboot da série e que chegou para o PlayStation 3 e Xbox 360 em 2011, com previsão para o PS Vita ainda em 2012.

Aliando visual arrasador e mecânica de luta nostálgica com uma quantidade absurda de conteúdo, como combates em dupla, desafios e modo história com horas de animações. Até legendas em português entraram na conta (ainda que com alguns errinhos), ajudando quem não domina o idioma a apreciar o embate entre as exóticas forças do bem e do mal.

Já o campeonato UFC também possui uma série própria de jogos e que é bem sucedida, "UFC Undisputed".  O primeiro jogo vendeu cerca de 3,5 milhões de cópias e o segundo, de 2,6 milhões de unidades. O terceiro game, o mais recente, traz uma lista de 150 atletas, incluindo lutadores das divisões penas e leves.

"UFC Undisputed 3" tem um novo sistema de submissão e meios inéditos de terminar uma luta. Além disso, traz o modo Pride, com as regras do campeonato japonês de MMA, que agora pertence ao UFC. Nessa modalidade é permitido chutes na cabeça do oponente mesmo que ele esteja no chão.

ASSISTA VIDEOANÁLISE DE "MORTAL KOMBAT"

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