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"Oniken" é jogo criado por brasileiros inspirado em games antigos

ANDRÉ FORTE

Colaboração para o UOL

15/12/2011 18h48

Com visual, mecânica e efeitos sonoros semelhantes aos dos clássicos dos 8 bits, "Oniken" é um jogo brasileiro independente para computadores que promete resgatar o espírito de jogos do passado.

Desenvolvido pelo arquiteto Danilo Dias em colaboração com o estudante de artes Pedro Paiva, o jogo é protagonizado por Zaku, um personagem que poderia ser facilmente colocado como protagonista de um filme de ação oitentista.

DOS 16 AOS 8 BITS

  • O projeto "Oniken" existe desde 2005, mas seu visual inicial era bem diferente, pois a ideia de Danilo era criar um game de 16 bits e um herói com visual "achatado". Diversos problemas fizeram Danilo desanimar do projeto, que ficou parado até 2010, quando Pedro o incentivou a retomá-lo, porém com visual em 8 bits.

"Para o design dos personagens tomamos como referência heróis de jogos dos anos 1980, assim como personagens de filmes como 'Mad Max' e 'Rambo'. Por exemplo, para o protagonista usei o ator Sylvester Stallone como referência, apesar de muita gente pensar que ele é baseado no Kenshiro [do desenho animado japonês] de 'Fist of Northern Star'. Gostei muito da comparação e por conta disso acabei fazendo algumas referências ao anime no jogo", explica Dias.

Além do personagem, o restante do jogo mostra muitas referências a jogos clássicos, como o obscuro "Vice: Project Doom" e outros clássicos do Nintendo 8 bits. "Nossa primeira referência foi 'Ninja Gaiden', mas também utilizamos várias ideias de 'Vice', como as granadas e a mecânica de jogo. Os chefes gigantes robóticos vieram de 'Strider', enquanto as fases com motos remetem a 'Battletoads'. Algumas outras ideias foram extraídas também de 'Power Blade' e 'Megaman'", contou.

Resgatando o passado

Com estágios de progressão lateral e plataformas, Dias define "Oniken" como uma tentativa de "resgate" da era 8 bits. "Muitos jogadores de hoje se esqueceram ou nem conhecem como foram os jogos há 20 anos. Esses primeiros títulos de ação eram simples, porém muito divertidos, por isso esperamos que o 'Oniken' consiga passar algo dessa era aos jogadores modernos", disse.

INCOMPATÍVEL COM O NES

  • Quem sonhava em jogar "Oniken" em seu Nintendinho pode esquecer. Apesar da direção de arte seguir as limitações técnicas do NES, Danilo diz que o motor gráfico é moderno e incompatível com o videogame real. "Nós apenas emulamos o estilo. Para rodar no console teríamos que reprogramar o jogo todo".

O jogo final contará ao todo com seis fases, sendo que três delas podem ser conhecidas e jogadas desde o início na versão preliminar. Boa parte desses cenários foi desenhada por Paiva, que apesar de acompanhar o projeto desde 2005, começou a colaborar efetivamente somente cinco anos depois.

"Desenhei duas fases do jogo, a de gelo e a da floresta (incluindo o ato do trem), além de alguns detalhes como o fogo, alguns efeitos sonoros, músicas e alguns inimigos. A minha função no projeto é, resumidamente, dar uma estufada no jogo", diz.

Sem data certa para sair, Dias ainda não sabe sequer como será feita a sua distribuição, mas aponta para o download pago como o caminho mais curto. Enquanto isso, os interessados podem experimentar a fase beta do jogo, que está disponível na página oficial do projeto.