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Cruz Vermelha Internacional discute se jogadores cometem 'crime de guerra' em games

da Redação

09/12/2011 17h55

Você sabia que quando mata um adversário como uma facada pelas costas em um jogo de guerra como “Call of Duty: Modern Warfare 3” está, tecnicamente, cometendo um crime de guerra? O assunto, que a princípio pode soar inusitado, foi discutido em tom informal por uma comissão que debateu este e outros tremas relacionados aos crimes de guerra no 31º Encontro Internacional da Cruz Vermelha, ocorrido entre 28 de novembro e 1º de dezembro em Genebra, Suíça.

"Enquanto o movimento trabalha com determinação para promover em todo o mundo o direito humanitário internacional, há também um público de aproximadamente 600 milhões de jogadores que podem estar violando esses direitos", diz o documento do sub-evento.

A Cruz Vermelha debateu se os jogos que se dizem ‘simuladores de guerra’, realmente ‘simulam’ o que acontece em um campo de batalha. Segundo a carta aberta do evento, o intuito do debate foi “promover o respeito” às leis humanitárias, já que os jogos se preocupam em retratar os combates e armamentos, mas não as implicações das ações dos jogadores.

DIREITOS HUMANOS


A Convenção de Genebra é um conjunto de tratados e protocolos que defendem os direitos de civis e militares em tempos de guerra, restringindo os tipos de ataque, as armas que podem ser usadas e a forma que os prisioneiros de guerra devem ser tratados. O tratado atual foi assinado por 194 países, do qual o Brasil e os EUA fazem parte, e está em vigor desde 1949.

“Na vida real, as forças armadas estão sujeitas às leis dos conflitos armados. Videogames que simulam a experiência das forças armadas têm o potencial de aumentar o conhecimento das regras que essas formas devem obedecer em qualquer conflito que enfrentem – esse é um dos interesses da Cruz Vermelha Internacional”.

"Parte do dever da CVI, que lhe é conferido pelos Estados, é promover o respeito pelo direito humanitário internacional - também conhecida como a lei dos conflitos armados - e os princípios humanitários universais em qualquer instância".

A Cruz Vermelha disse que os esforços da entidade estão voltados para os “conflitos da vida real e as consequências humanitárias” e que “não existe uma resolução ou plano de ação para ser adotado” contra os jogos.

Obviamente por se tratar de uma obra de ficção, os jogadores não devem se preocupar com os ‘crimes de guerra’ que acontecem nas partidas online. Mas é interessante de se lembrar quais seriam as consequências de cada facada pelas costas ou míssil nuclear disparado no mundo real.

Terceira Guerra Mundial

Desenvolvido para PlayStation 3, Xbox 360, PC, Wii e Nintendo DS, "Call of Duty: Modern Warfare 3" dá continuidade aos confrontos modernos da série "Call of Duty", expandindo as batalhas para países como Inglaterra e Estados Unidos.

O jogo de maior sucesso da atualidade arrecadou mais de 775 milhões de dólares em apenas cinco dias de venda, se tornando assim, a maior estreia no mercado de entretenimento de todos os tempos.