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Wolfenstein: The New Order

Pablo Raphael

Do UOL, em São Paulo

21/04/2014 13h24

  • "New Order" mostra um futuro alternativo em que a Alemanha nazista ainda existe

Quando “Wolfenstein 3D” chegou aos computadores em 1992, o game lançou a Id Software rumo ao estrelato (que se consolidaria dali uns anos, com “Doom”).

O jogo, inspirado por “Castle Wolfenstein”, da Muse Software, só que visto em primeira pessoa e com truques inteligentes para simular um cenário tridimensional, era recheado de elementos que, na opinião da dupla John-John (Romero e Carmack), constituíam um bom videogame: ação frenética, labirintos e a possibilidade de transformar seus inimigos em carne moída com tiros de metralhadora.

De lá para cá, os jogadores visitaram o castelo Wolfenstein mais algumas vezes, mas nenhuma foi tão longe quanto “The New Order”, criação da produtora MachineGames que sai em maio para PC, PlayStation 3, Xbox 360, PlayStation 4 e Xbox One.

A aventura se passa em uma realidade alternativa, onde os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial (apesar de todos os esforços do herói B.J. Blazkowicz). Trailers de divulgação mostram como esse ‘pequeno detalhe’ influenciou a história, a cultura pop e tudo o mais nas décadas seguintes: suásticas por todos os lados, até mesmo nos discos dos Beatles. A Copa de 1950, aqui no Brasil, imagine, teve um final bem diferente, como mostra o trailer a seguir:

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Você joga como o eterno herói B.J., recém-saído do asilo após 14 anos anos internado para recuperar a memória. O soldado é enviado pela resistência para um contra-ataque capaz de derrotar a super potência germânica. Você invadirá instalações militares guardadas por tropas de elite e soldados equipados com a mais alta tecnologia: prepare-se para robôs de combate, pastores alemães de armadura e armas laser capazes de torrar inimigos em cinzas… ou de abrir orifícios de disparo em coberturas.

Apesar dos inimigos darem ao jogo um ar mais ou menos galhofeiro, é bom lembrar que este “Wolfenstein" é obra de egressos da Starbreeze (produtora de “Riddick" e “The Darkness”), então esteja preparado para cenários sombrios e cheios de detalhes grotescos - como uma sala com cobaias humanas esfoladas, por exemplo. Os visuais impressionantes lembram ao jogador que os nazistas ganharam a guerra e não estão aqui para brincadeira.

BETA DE DOOM

  • Divulgação

    Os nomes "Wolfenstein" e "Doom" estão associados para sempre, não tem jeito. Quem fizer a compra antecipada de "The New Order" vai poder participar da fase beta do próximo "Doom" (do qual quase nada se sabe). Mas atenção: o teste só vai rolar no PC e nos consoles de nova geração.

E não são cenários estáticos: em uma sequência de ação, você vai fazer rapel em meio aos edifícios da base nazista, com inimigos atirando das janelas e aviões Spitfire sobrevoando a área, encarando as baterias anti-aéreas: pedaços dos caças caem do céu e podem atingir B.J. se você não se desviar rapidamente.

O jogo abusa do poder gráfico das plataformas mais novas para oferecer belos efeitos de iluminação e sombra, rostos super detalhados para todos os personagens, partículas (o que seria da nova geração de consoles sem partículas?) e toda sorte de efeitos… mas preserva muito do estilo retrô dos “Wolfenstein" do passado.

Espere por um enredo quase bobo, personagens canastrões e ambientes lineares, compensados por ‘power ups’ criativos e combates frenéticos. Por baixo do capô novo e reluzente, “The New Order” é um “Wolfenstein" das antigas, com nazistas cibernéticos, armas futuristas e progressão linear. Nada deixa isso mais claro do que a ausência de modo multiplayer: esta é uma aventura para se aproveitar sozinho, acompanhado, no máximo, pela criança de 11 anos que habita dentro de cada jogador veterano.