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Famosos aderem à rede social Koo após boatos sobre possível fim do Twitter

Famosos decidem entrar para a rede social Koo após instabilidade no Twitter - Divulgação
Famosos decidem entrar para a rede social Koo após instabilidade no Twitter Imagem: Divulgação

De Splash, em São Paulo

18/11/2022 16h54

Em meio à crise no Twitter, agravada após as mudanças promovidas pelo novo dono Elon Musk, a rede social Koo ganhou destaque na internet e passou a atrair usuários e famosos desde o fim da noite de ontem.

Fãs da rede social do passarinho, o Youtuber Felipe Neto, o streamer Casimiro, os atores Bruno Gagliasso, Babu Santana, Paulo Vieira, Clarice Falcão, entre outras celebridades, abriram contas no aplicativo lançado na Índia em 2020.

A decisão dos internautas ocorre em razão das especulações sobre o possível fim do Twitter. Enquanto a plataforma Mastodon (conhecida como "Twitter Aberto") ainda gera confusão com seus múltiplos servidores, o aplicativo indiano ganhou a atenção de muita gente com seu design simples e facilidade ao criar uma conta.

Desde o fim da noite de ontem, três dos dez termos mais populares do Twitter estavam relacionados com as palavras: "Koo App", "O Koo" e "Meu Koo" — o nome inusitado para os brasileiros também ajudou na criação de piadas sobre a rede social em ascensão.

O que é o Koo?

O aplicativo Koo foi criado na Índia há dois anos em meio à tensões do governo de Narenda Modi com o Twitter, na época acusado de favorecer detratores do governo.

O Koo oferece um design parecido com o do microblog comprado por Musk. A estratégia inicial da plataforma era ser utilizada por indianos que falam um dos 19 idiomas oficiais do país (não só o inglês). E, ao mesmo tempo, se aproveitar de turbulências no Twitter para crescer.

Em 2021, por exemplo, a rede social entrou rapidamente na Nigéria quando o Twitter foi suspenso no país africano.

De acordo com o site Zeenews, o Koo anunciou na última quarta-feira (18) que se tornou o segundo maior microblog disponível no mundo. A estimativa mais recente aponta que a rede social já tenha chegado a 50 milhões de usuários.

A startup responsável por seu desenvolvimento tem 200 funcionários e já levantou US$ 200 milhões de alguns investidores, incluindo empresas norte-americanas, de acordo com a imprensa estrangeira.

Agora, com as instabilidades do Twitter, a plataforma ataca novamente: além de já trazer suporte para o inglês, o serviço promete que vai funcionar em mais idiomas em breve, inclusive em português.