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Djamila Ribeiro é eleita para a Academia Paulista de Letras

Djamila Ribeiro vai ocupar a cadeira nº 28, que costumava ser de Lygia Fagundes Telles - Flavio Teperman/Divulgação
Djamila Ribeiro vai ocupar a cadeira nº 28, que costumava ser de Lygia Fagundes Telles Imagem: Flavio Teperman/Divulgação

De Splash, em São Paulo

24/05/2022 15h34

Djamila Ribeiro foi eleita para a Academia Paulista de Letras e vai ocupar a 28ª cadeira — lugar que costumava ser de Lygia Fagundes Telles, morta em abril aos 103 anos.

Ela é autora dos livros "Lugar de Fala", "Quem tem medo do Feminismo Negro?", "Pequeno Manual Antirracista", "Cartas para minha avó" e "Diálogos Transatlânticos". Djamila será a única acadêmica negra da instituição.

Nascida em Santos (SP), Djamila já venceu o Prêmio Jabuti na Categoria Ciências Humanas em 2020, o Prêmio Prince Claus, do Reino dos Países Baixos, em 2019 — no mesmo ano, foi contemplada pelo governo francês para o programa "Personalidade do Amanhã".

Em entrevista ao Estadão, a autora comentou: "Firmo meu compromisso de levar adiante o legado de contribuições da cadeira de nº 28, ocupada em sua história por grandes nomes como o jornalista Júlio de Mesquita Filho e pela memorável escritora Lygia Fagundes Telles, a quem tenho a nobre missão de suceder".

"Sendo a única acadêmica negra desta academia, entendo que o trabalho que desenvolvi até hoje, como escritora e editora na publicação de dezenas de intelectuais negros e negras, difundindo vozes essenciais para a reflexão de nosso país, se faz cada vez mais urgente para o fortalecimento da democratização do conhecimento e das letras no Brasil", completou.