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Mazzaropi: seis filmes do ícone da comédia nacional que nascia há 110 anos

Amácio Mazzaropi em cena do filme "No Paraíso das Solteironas" (1969) - Reprodução
Amácio Mazzaropi em cena do filme "No Paraíso das Solteironas" (1969) Imagem: Reprodução

Zé Enrico Teixeira

Colaboração para Splash

09/04/2022 04h00

Personalidade icônica do cinema brasileiro, atrás e à frente das câmeras, o lendário Amácio Mazzaropi nasceu em São Paulo há 110 anos. O artista estrelou mais de 30 filmes e ficou conhecido em todo o país principalmente pelo seu personagem Jeca Tatu, baseado em uma criação de Monteiro Lobato, no filme de mesmo nome lançado em 1959.

Ao longo de suas três décadas de atuação nas telonas, o mestre do humor acumulou ainda funções de produtor, roteirista, diretor e até foi dono de uma produtora e distribuidora de longas, a PAM Filmes.

Paulistano de nascença, Mazzaropi mudou-se ainda pequeno com os pais para Taubaté, cidade a 140 km da capital, onde viviam os avós maternos. Foi com o avô que ele teve, desde cedo, um profundo contato com o modo de vida e a cultura caipiras, que influenciaram muitos de seus personagens.

A veia artística e performática já se fazia presente na infância, quando o pequeno Amácio se destacava no colégio declamando poesias. Na adolescência, surgiu o interesse pela vida circense, o que não agradou em nada sua família, que o enviou para morar com um tio em Curitiba, no Paraná.

A iniciativa não teve muito efeito, pois Mazzaropi, regressando a São Paulo, passou a se envolver cada vez mais com o teatro e o circo, estreando nos palcos em "A Herança de Padre João", excursionando pelo interior paulista nos anos 1930 e 1940 com a Troupe Mazzaropi.

Apesar das dificuldades financeiras e familiares, o humorista alcançou sucesso em 1946, com o programa dominical "Rancho Alegre", na Rádio Tupi, e posteriormente também na televisão, na TV Tupi.

Sucesso no cinema e na TV

Em 1952, Mazzaropi estreia no cinema em "Sai da Frente", comédia em que interpreta o caminhoneiro Isidoro Colepicola. O filme fez tanto sucesso que foi responsável por livrar temporariamente a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, produtora do longa, de graves problemas financeiros.

Em 1959, ele passa a apresentar um programa de variedades na TV Excelsior, a convite do lendário Boni, e lança Jeca Tatu, protagonizando como o personagem que viraria seu sinônimo.

Dois anos depois, Mazzaropi produz, em estúdios próprios, aquele que seria o primeiro filme em cores a ser veiculado na televisão brasileira: "A Tristeza de Jeca".

Em 1966, ele estrela também o filme "O Corinthiano", recordista de bilheteria na época. Parte da obra de Mazzaropi está disponível no Amazon Prime Video.

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Para sempre caipira

Tendo participado de 32 filmes ao longo da vida, Mazzaropi sempre manteve sua conexão com o interior, fundando um estúdio cinematográfico e uma oficina de cenografia na sua querida Taubaté, por exemplo. A cidade, que tem hoje cerca de 320 mil moradores, tem um museu dedicado à sua obra.

Vítima de um câncer na medula óssea, o ator morreu em 1981, aos 69 anos, sem nunca completar seu 33º longa, "Maria Tomba Homem".

E para celebrar o legado de um dos maiores nomes do nosso cinema e humor, separamos seis indicações de seus filmes disponíveis no Amazon Prime Video.

Jeca Tatu (1959)

Jeca Tatu (1959) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Maior clássico da carreira de Mazzaropi, o filme conta a história do personagem título, um caipira preguiçoso e simplório que vive em rixa com seu vizinho, um italiano agricultor e proprietário de muitas terras, que deseja expulsar Jeca de seu sítio. No meio disso tudo, a filha do protagonista e o herdeiro do italiano ainda se envolvem romanticamente.

Meu Japão Brasileiro (1964)

Meu Japão Brasileiro (1964) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Em uma comunidade nipo-brasileira, Fofuca (personagem de Mazzaropi) e sua esposa, Magnólia, administram em sua fazenda uma pensão cujos moradores são, em sua maioria, de ascendência japonesa. Na cidade, todos são explorados pelo comerciante Seu Leão, até que Fofuca se alia aos trabalhadores japoneses e outras pessoas do município para organizar uma cooperativa e combater o vilão.

No Paraíso das Solteironas (1969)

No Paraíso das Solteironas (1969) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O matuto Joaquim Kabrito deixa a fazenda onde trabalha rumo à cidade depois que seu patrão vende Espinafra, sua vaca de estimação. Hospedado em uma pensão cuja dona tem o mesmo nome do animal, J.K. começa a ser assediado por várias solteironas, incluindo sua anfitriã. Enquanto isso, Teresa, filha do caipira, passa a ser disputada pelo chefe de uma quadrilha, um cigano e o delegado da cidade.

O Grande Xerife (1972)

O Grande Xerife (1972) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Inácio Pororoca (Mazzaropi) é chefe do correio e morador mais antigo de Vila do Céu. Um dia, o bandido João Bigode mata o xerife e, por brincadeira, nomeia o carteiro para o seu lugar. A população da cidade entra na onda e entrega uma espingarda torta para Inácio, que, no entanto, leva a sério sua nova incumbência. Com a ajuda do índio Tunic-Nico, ele passa a perseguir o bando de João Bigode.

Um Caipira em Bariloche (1973)

Um Caipira em Bariloche (1973) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Com números musicais e participações de Elza Soares e Paulo Sérgio, o filme conta a história de Polidoro, fazendeiro ingênuo que é convencido pelo genro a vender suas terras para um amigo trambiqueiro e mudar-se para a cidade. No entanto, depois de muitas confusões, o caipira vai parar em Bariloche (Argentina) com a esposa do comprador, antes de retornar para o interior e conseguir reaver sua fazenda.

Jeca e Seu Filho Preto (1978)

Jeca e Seu Filho Preto (1978) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Apesar do nome, Mazzaropi interpreta Seu Zé, caipira casado com Dona Bomba, pais de Antenor, um rapaz negro. Quando Antenor começa a namorar Laura, filha do fazendeiro Seu Cheiroso, o sujeito não aceita o relacionamento e começa a perseguir a família de Seu Zé para que deixem o sítio onde vivem. No final, um mistério é revelado.

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