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Raquel Pacheco lembra ataques de bolsonaristas: 'Desejaram minha morte'

Raquel Pacheco - Imagem: Reprodução/Instagram@bsurfistinhaoficial
Raquel Pacheco Imagem: Imagem: Reprodução/Instagram@bsurfistinhaoficial

Colaboração para Splash, no Rio de Janeiro

22/01/2022 00h00

Raquel Pacheco, de 37 anos, conhecida como Bruna Surfistinha, contou em seu novo livro autobiográfico a polêmica entre ela e o presidente Jair Bolsonaro (PL) em julho de 2019. À epoca, o chefe do Executivo disse que não poderia aceitar que o dinheiro público fosse gastos em filmes como o dela, mencionando o longa lançado em 2011. Ela contou que recebeu ataques e que desejaram a morte dela.

Em uma matéria do jornal "Extra", que já teve acesso ao livro, ela contou como lidou com as críticas naquele ano.

"Diante esse fato, comecei a ser atacada com intensidade por redes sociais. Senti na pele o quanto eles são militantes agressivos que não descansam e, sentem prazer em xingar e ameaçar vidas alheias que não concordam com a mesma visão política deles. Virei alvo e por dias recebi mensagens como; 'Você é um lixo humano', 'É uma vergonha para o país', 'Se eu te encontrar, acabo com você', 'Que moral você tem para falar do presidente, sua puta!', 'Você tem que morrer, vagabunda!' e por aí vai. Fiquei chocada com tanto ódio que esse povo externa. Cada um oferece o que tem no coração, não é mesmo?", disse ela.

Ela contou que não ficou abalada com o conteúdo das mensagens, mas o que a deixou abalada foi a energia pesada que foi jogada em cima dela.

Consequência de inúmeras pessoas sentindo ódio por minha existência, me desejando mal e até mesmo minha morte. (...). Como podem ter coragem de dizer que são cristãos e desejarem tanto mal a alguém? Nunca entenderei tamanha contradição. (...) Uma mulher chamou muito minha atenção com a mensagem que me mandou, foi uma das piores que recebi, além de palavrões e xingamentos, desejou que eu fosse estuprada e morta em seguida.

Raquel também fez várias críticas ao atual governo do país em seu livro. "Entendo que quem diz ser cidadão do bem, precisa pregar um falso moralismo para não chocar, nem decepcionar a família tradicional brasileira. Enquanto ele citou meu filme como exemplo de coisa ruim, o orgulho que tenho da minha trajetória apenas aumentou, só eu sei o que passei até colher meus frutos e ninguém vai tirar isso de mim", escreveu ela.

"Teria ficado chateada e com vergonha de sair de casa se tivesse sido criticada por um presidente decente, com um histórico maravilhoso na política, mas não era o caso. Minha resposta aos jornalistas foi direta e reta: "Ele deveria cuidar da moral da própria família. E esse foi o título de várias matérias publicadas", continuou Raquel.