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Leonardo Rodrigues

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Como tirar arranhado de CDs e DVDs? Dá para começar jogando pasta de dente

Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube
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Leonardo Rodrigues

Leonardo Rodrigues é jornalista do UOL, com passagem pela Folha de S.Paulo. Também é colecionador de LPs e luta para que, um dia, toca-disco deixe de ser confundido com vitrola.

Colunista do UOL

07/07/2021 04h00

Para minha surpresa, a coluna da semana passada, sobre CDs, foi sucesso de audiência e chegou a ser o texto mais lido da home page do UOL. Como datilografei na ocasião, esse é um assunto que ainda gira na vida das pessoas em plena era do streaming.

A exemplo de tudo que envolve mídia física, é preciso cuidado no trato: deixá-los longe de umidade, do sol, poeira e armazená-los em ambientes arejados. Mas, mesmo agindo assim, ninguém está totalmente imune a arranhões.

E eles podem até fazer seu CD parar de funcionar. Mas, calma, há solução para isso.

A melhor forma comprovada de se livrar de arranhões tem um nome: polimento. Aquele feito com cera em uma máquina do tipo motoesmeril, munida de polias de pano. Existem lojas e assistências técnicas que oferecem esse serviço, que é extremamente eficaz.

Veja no vídeo abaixo como ele funciona

Interessou e quer fazer por contra própria? Então clique no botãozinho abaixo para começar.

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Mas também existe um "método Brasil", na base do jeitinho. Um que deixaria o gênio Angus MacGyver orgulhoso. Você pode eliminar riscos passando pasta de dente no CD. E é a internet, sempre ela, que ensina.

Passo 1

Pegue a pasta e jogue-a na superfície de leitura do CD ou DVD, em quantidade um pouco maior que você usaria para escovar os dentes.

Passo 2

Espalhe a pasta com o dedo em movimentos circulares, sem aplicar muita força, até toda superfície ser coberta e continue fazendo isso por alguns minutos.

Passo 3

Deixe o CD descansando por cerca de meia hora.

CD - Leonardo Rodrigues/UOL - Leonardo Rodrigues/UOL
Imagem: Leonardo Rodrigues/UOL

Passo 4

Tire o excesso de pasta aos poucos, enxaguando com água corrente (antes da água, você pode tirar os excessos utilizando também um pano úmido ou um pedaço de papel toalha).

nessa hora, fique atento e não caia na tentação de esfregar o CD. Afinal, não queremos mais nenhum risco.

Passo 5

Bote para tocar e sinta a diferença.

Apesar da heterodoxia da coisa, esse método não é maluquice

Fiz o teste algumas vezes, uma delas com um CD do Oasis comprado na internet por R$ 1 em condições cosméticas um tanto deploráveis. E posso dizer que o resultado foi satisfatório.

Meu "(What's the Story) Morning Glory?" —ótimo álbum, diga-se—, antes com arranhados profundos e irreproduzível, voltou à vida. Certos arranhões sumiram. Outros ficaram mais suaves.

Nem tudo é perfeito, claro. Algumas faixas continuaram pulando. O que me leva a conclusão de que é melhor jogar pasta em discos nem tão comprometidos assim.

Mas como isso funciona?

A técnica dá certo porque é uma espécie de polimento amador, em que a pasta dental age como cera, mesmo não tendo exatamente suas propriedades, e o seu dedo, como polia.

Devo usar ou não?

Tacar 'dentifrício" no CD não faz milagre nem é tão efetivo quanto passar cola de madeira em discos de vinil, conforme já mostrei na coluna.

Mas, se você tem um CD do coração, um DVD de game que ama ou de um filme que não está no streaming e adoraria rever, não custa nada fazer o teste.

Eles não vão estragar ou ficar mais arranhados do que já estão. A não ser que sua mãos sejam semelhantes às do Edward Mãos de Tesoura. É uma possibilidade.

Guarde essa informação

Os resultados do uso da pasta são sensivelmente superiores em riscos superficiais e vão sempre depender do quão guerreiro é o canhão de laser do seu aparelho de som. Em alguns casos, a "brincadeira" nem mesmo faz diferença.

Fez o teste e não adiantou nada?

Então pense em fazer um polimento profissional. Vale a pena e fará um baita bem à sua coleção e ao seu espírito colecionista.

E até o próximo post!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL