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Posse de Bola

Programa semanal de futebol com Juca Kfouri, Mauro Cezar Pereira, Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi


OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Posse de Bola #116: Flamengo x Palmeiras, Real x Barcelona, Galo x Cruzeiro

Do UOL, em São Paulo

12/04/2021 12h06

Em decisão vencida nos pênaltis pelo Flamengo após empate em 2 a 2 com o Palmeiras na Supercopa do Brasil, disputada ontem (11) em Brasília, a qualidade do futebol jogado pelos dois clubes que dominaram a última temporada no Brasil foi ressaltada e apontada como as equipes comandadas por Rogério Ceni e Abel Ferreira podem apresentar jogos de alto nível.

No podcast Posse de Bola #116, os jornalistas Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira analisam a qualidade do jogo, a capacidade do Palmeiras de elevar seu nível após o futebol questionado contra o Defensa y Justicia, o quanto os dois clubes se mostram acima dos demais brasileiros, a volta por cima de Diego Alves e Rodrigo Caio pelo Flamengo nos pênaltis após erros capitais durante os 90 minutos, além do próprio comportamento do técnico palmeirense nos questionamentos à arbitragem de Leandro Vuaden.

Juca Kfouri admite que se enganou em relação ao que esperava do jogo, após sua previsão de uma superioridade do Flamengo e afirma que a decisão aponta que a temporada do futebol brasileiro não deverá ter uma equipe com amplo domínio, prevendo uma disputa entre rubro-negros e alviverdes ao longo de 2021.

"Flamengo e Palmeiras honraram no ápice, porque havia muito tempo que não se via no futebol brasileiro um jogo com a qualidade que os dois demonstraram. Mais do que isso, surpreendente por início de temporada. Convencionou-se dizer que esses jogos de Supercopas pelo mundo afora são apenas um jogo para abrir a temporada. Este não foi, este foi um jogo digno de fechar uma temporada magnífica", diz Juca.

"Qual foi o meu primeiro engano? Eu esperava que pudesse haver um tira-teima entre Flamengo e Palmeiras, e não tinha dúvida de que o tira-teima mostraria a superioridade abissal do Flamengo sobre o Palmeiras, e não houve tira-teima, não é possível dizer que ao final de 2021 teremos um muito superior ao outro, um ganhando tudo sobre o outro. Está em aberto. Eu já tenho toda a minha expectativa voltada para o dia 30 de maio, quando Flamengo e Palmeiras abrirão o Campeonato Brasileiro no Maracanã", completa.

O jornalista analisa que o Palmeiras não abriu mão de seu estilo de jogo, mas conseguiu atuar no nível que grandes equipes do futebol europeu conseguem quando optam pela velocidade nos contra-ataques, sem deixar de levar perigo ao Flamengo mesmo quando era inferior ao clube carioca. E ele também vê a necessidade de Abel Ferreira promover a titularidade de Danilo e Gabriel Menino nos lugares de Felipe Melo e Zé Rafael.

"Foi um Palmeiras jogando no seu estilo, mas jogando no seu estilo como o PSG joga no seu estilo, como o Real Madrid joga no seu estilo, um Palmeiras usando o Wesley, que era importante, para mim desde sempre, faz tempo que o Wesley merece ser o titular, voltou a ser, e falta apenas o Abel Ferreira perder o temor da ainda juventude de Danilo, de Gabriel Menino, e começar os jogos com eles e não com o Felipe Melo e com o Zé Rafael", diz Juca.

"Foi um jogo de trocação o tempo todo, dois estilos diferentes, mas o Palmeiras em nenhum momento, mesmo quando esteve inferiorizado, deixou de botar o Flamengo em risco. Teve a fortuna de um gol no primeiro minuto graças, e o futebol é maravilhoso por isso, os dois grandes equívocos do jogo foram francamente compensados na hora de decidir o jogo, a saída errada do Diego Alves, que redunda no gol do Palmeiras, golaço do Raphael Veiga, que meia-lua fantástica que ele deu no Willian Arão, e depois o pênalti absolutamente infantil do Rodrigo Caio, compensando com o belíssimo pênalti que ele marcou para fazer o bicampeonato da Supercopa", completa.

"Palmeirense tem o direito de cobrar que o time jogue desta maneira"

Para o colunista do UOL a exibição demonstra que o Palmeiras pode jogar mais do que se acostumou a apresentar na temporada passada, quando conquistou os títulos da Copa do Brasil e da Libertadores com o técnico Abel Ferreira, e que o torcedor tem o direito de cobrar um futebol como o que o time praticou diante do Flamengo.

"É um jogo para entrar para a história, é um jogo que quem gosta de futebol, olha para o futebol brasileiro e diz 'sim, nós podemos'. O Palmeiras também pode. Ninguém tinha dúvida de que o Flamengo pode, agora, havia dúvidas sobre o que o Palmeiras pode. Está demonstrado", afirma Juca.

"O Abel Ferreira em sua entrevista cometeu uma frase enigmática, 'as pessoas não entendem quando eu digo que cada jogo é um jogo'. Significa dizer, eu entendi, eu jogo de uma maneira contra o Defensa y Justicia apenas para ganhar, mas quando eu pego um cachorro grande pela frente, eu jogo de outra maneira. Eu acho que o palmeirense tem o direito de exigir que o Palmeiras passe a jogar desta maneira em todos os jogos, da maneira como jogou contra o Flamengo", conclui.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL