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AFA envia reclamação à Conmebol e alega que Argentina foi "prejudicada"

03/07/2019 20h01

Buenos Aires, 3 jul (EFE).- A federação de futebol da Argentina (AFA) enviou nesta quarta-feira uma queixa formal à Conmebol, assinada pelo presidente da entidade, Claudio Tapia, alegando que a seleção do país foi "claramente prejudicada" pela arbitragem na derrota de ontem por 2 a 0 para o Brasil pelas semifinais da Copa América, no Mineirão, em Belo Horizonte.

"Tal reflexão encontra base em todas as irregularidades advertidas antes e durante a citada partida, na qual ficou evidente que a seleção nacional foi claramente prejudicada pelo corpo arbitral liderado por Roddy Zambrano durante todo o desenrolar do jogo", diz o texto.

"Em particular, pela não utilização do VAR em duas jogadas concretas que teriam, sem dúvidas, revertido o resultado final", acrescenta o documento.

A reclamação refere-se a lances de supostas penalidades que teriam sido cometidas por Daniel Alves e Arthur sobre Sergio Agüero e Nicolás Otamendi, respectivamente, sendo que o primeiro lance deu origem à jogada que resultou no segundo gol brasileiro.

Em um texto de seis páginas, divulgado no site oficial da entidade e enviado à Conmebol, a AFA afirma que houve "imprudência" na escolha de Zambrano para o jogo porque o árbitro equatoriano tinha "antecedentes negativos".

Além disso, a federação argentina alega que Zambrano não possui "qualidades técnicas" para comandar um clássico como o de ontem. "Houve erros de arbitragem na partida que não tem explicação alguma", diz a AFA na nota.

A entidade ainda afirma que a presença do presidente Jair Bolsonaro no Mineirão agravou a situação.

"Não passou despercebida para jogadores, dirigentes e público em geral, já que foram evidentes as suas manifestações políticas durante o desenvolvimento do jogo, não podendo deixar de mencionar que, no intervalo, ele deu uma verdadeira volta olímpica no estádio", diz o texto.

Para a AFA, também deveriam ser "motivos de reflexão" para a Conmebol outras questões relativas à organização da Copa América, como "atrasos injustificados no transporte", gramados em estado ruim e baixa presença de público.

"Cerca de 80% que integraram a seleção da Argentina nesta Copa América a disputou pela primeira vez. Sem prejuízo a esses profissionais, que são de altíssimo nível, eles voltam aos seus clubes desiludidos e descrentes que o futebol esteja mudando", ressaltou a AFA no comunicado. EFE

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