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Rojas, Jacobs e Dressel, as estrelas deste domingo em Tóquio-2020

01/08/2021 13h17

Tóquio, 1 Ago 2021 (AFP) - A venezuelana Yulimar Rojas, o italiano Lamont Marcell Jacobs e o americano Caeleb Dressel dominaram os holofotes nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, neste domingo (1º), depois de conquistarem o ouro em suas respectivas categorias.

Rojas escreveu a página mais importante de sua carreira esportiva, atingindo 15,67 metros para conquistar seu primeiro ouro olímpico no salto triplo neste domingo em Tóquio e bater um recorde mundial que já dura 26 anos.

Rojas, de 25 anos e que tinha uma melhor marca pessoal de 15,43 metros antes dessa final, melhora em 17 centímetros o recorde anterior. Esta marca pertencia à ucraniana Inessa Kravets, com 15,50 metros registrados no Mundial de Gotemburgo-1995.

"Não tenho palavras. Não consigo descrever o que sinto neste momento. Uma medalha de ouro olímpica, com um recorde olímpico, com um recorde mundial... É uma noite fantástica", comentou a grande protagonista do dia.

"Sabia que tinha essa distância nas minhas pernas, que podia conseguir isso hoje. Estava falhando em algo no aspecto técnico, mas, no último salto, deu tudo de mim para conseguir", acrescentou.

Logo depois, as atenções se voltaram para o Estádio Olímpico, onde estava sendo disputada uma das finais mais esperadas dos Jogos, a corrida dos 100 metros rasos.

Sem um favorito claro para suceder a lenda jamaicana Usain Bolt, foi o italiano Jacobs que saiu vitorioso, com um tempo de 9 segundos e 80 centésimos, um novo recorde europeu.

Jacobs se tornou o primeiro atleta europeu a ser campeão olímpico nos 100 metros desde o britânico Linford Christie em Barcelona-1992. Superou o americano Fred Kerley (prata com 9.84s) e do canadense Andre de Grasse (bronze, 9,89s).

Este é um verdadeiro feito para Jacobs, um velocista de 26 anos nascido em El Paso (Texas, Estados Unidos), filho de mãe italiana e pai americano.

O americano Trayvon Bromell, um dos principais candidatos ao trono de Bolt, foi eliminado nas semifinais.

- McKeon soma sete medalhas na piscina -No último dia da piscina , Dressel encerrou sua participação em Tóquio-2020 somando mais dois títulos, chegando a um saldo total de cinco ouros. A australiana Emma McKeon foi confirmada como a protagonista feminina com quatro títulos.

O nadador da Flórida conquistou os 50 metros livres e o revezamento 4x100 estilos masculino neste domingo, além dos títulos obtidos nos dias anteriores nos 100 metros livres, 100 metros borboleta e nos 4x100m livres.

Apenas um ouro escapou dele: o do revezamento 4x100m de estilos mistos no sábado, onde os Estados Unidos terminou em quinto.

"Estou muito orgulhoso de mim mesmo. Acho que respondi ao meu potencial nesses Jogos. Tem sido muito divertido", comemorou o astro americano, que já havia conquistados duas medalhas olímpicas na Rio-2016.

McKeon, por sua vez, termina Tóquio-2020 com ouro nas duas provas de velocidade (50-100 metros) e nos revezamentos 4x100 metros, livre e estilos. A isso, ela soma medalha de bronze nos 100 metros borboleta, no revezamento 4x200 metros livres e no revezamento 4x100 metros estilos misto.

No total são sete medalhas conquistadas por McKeon, o que a torna a nadadora com mais pódios na mesma edição. O recorde absoluto é oito, do americano Michael Phelps em 2004 e 2008.

O tênis também se despediu dos Jogos de Tóquio-2020, com a coroação do alemão Alexander Zverev.

- Dia histórico para América Latina -O domingo nos Jogos foi histórico para o esporte latino-americano e principalmente para as mulheres.

Além do título de Yulimar Rojas, a brasileira Rebeca Andrade levou o ouro no salto na ginástica artística. A equatoriana Neisi Dajomes Barrera subiu ao topo do pódio no levantamento de peso, na categoria 76 kg, no qual a mexicana Aremi Fuentes foi bronze.

E a porto-riquenha Jasmine Camacho-Quinn deslumbrou nas semifinais dos 100 metros com barreiras ao ficar a seis centésimos do recorde mundial, tornando-se a principal candidata ao ouro.

Dois mitos do esporte latino-americano escreveram duas novas páginas na história: o venezuelano Daniel Dhers, pioneiro do BMX Freestyle, foi prata na estreia olímpica desta disciplina, enquanto o cubano Mijaín López se classificou para a final da luta greco-romana (130 kg) e aspira a ser o primeiro lutador com quatro medalhas de ouro consecutivas.

mcd/psr/ap

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