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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Gomes: "Vettel foi o nome do fim de semana por sambar na cara dos canalhas"

Do UOL, em São Paulo

01/08/2021 16h12

Esteban Ocon venceu o GP da Hungria, Valtteri Bottas fez uma lambança que marcou a prova e Lewis Hamilton fez uma fantástica corrida de recuperação. Porém, um dos grandes nomes do fim de semana no circuito de Hungaroring foi o Sebastian Vettel. E não foi apenas pelo segundo lugar obtido pelo piloto da Aston Martin na prova - e que acabou retirado após a desclassificação do alemão.

No Fim de Papo F1, live pós-corrida do UOL Esporte - com os jornalistas Fábio Seixas e Flavio Gomes - ambos destacaram o papel que o piloto alemão tem exercido. Vettel usou as cores do arco-íris em seu capacete, em uma camiseta e em uma máscara como forma de protesto contra o governo húngaro.

O governo do premiê húngaro Viktor Orbán, de extrema-direita, aprovou uma lei anti-LGBTQIA+ e convocou um referendo sobre esta medida, desafiando a União Europeia. Após a corrida, Vettel foi chamado à sala dos comissários para dar explicações sobre os protestos.

"Para mim, o Vettel foi o grande nome do fim de semana como um todo por, mais uma vez, ter sambado na cara dos canalhas. Foi para a Hungria, que é governada por um cretino, que está tentando passar uma lei anti-LGBTQIA+ no parlamento da Hungria. O Vettel botou o arco-íris na máscara, no capacete e chegou em segundo lugar. E na quinta-feira ainda foi padrinho de casamento. Foi um fim de semana agitadinho para o Vettel, que tem se tornado uma das figuras mais interessantes depois que parou de ganhar corrida", disse Flavio.

Seixas frisou que Vettel tem se mostrado mais ativo depois que deixou a Ferrari. "No ano passado, ele era quele cara murcho, deprimido, triste. Parecia alguém que estava pedindo socorro. Até cabelo nasceu nele depois que saiu da Ferrari. É outro cara. Agora ele sorri e está em um momento muito parecido com o do Alonso. Sabe que não vai mais ganhar campeonato e talvez, em uma sorte, ganhe uma corrida, mas ele quer curtir e colocar a experiência dele a serviço de uma equipe e de um companheiro mais jovem. Com isso, ele virou alguém muito mais leve, muito mais legal", observou.

Seixas elogiou as atitudes de Vettel. "Foi alguém com uma postura sensacional. Como é bom a Fórmula 1, que tinha personagens tão insossos, chatos, desnecessários, que não deixaram marca nem saudade nenhuma nas últimas décadas, tendo agora pilotos se posicionando. Vettel fez tudo isso fora da pista e hoje fez uma corridaça. Teve um primeiro momento de sorte. Depois, se não conseguiu ultrapassar o Ocon, em nenhum momento teve o segundo lugar ameaçado. O Sainz e o Hamilton não iam chegar nele", enfatizou.

O piloto da Aston Martin ficou perto de coroar o fim de semana com outra marca, como informou Seixas. "Se o Vettel ganhasse hoje, ganharia uma prova pela quarta equipe diferente. Ele venceu corrida pela Toro Rosso, Red Bull e Ferrari. Só Stirling Moss, Juan Manuel Fangio e Alain Prost foram caras que venceram provas por quatro equipes diferentes. Seria mais uma marca impressionante que o Vettel ia colocar na carreira. É bom para lembrarmos que pilotaço é o Vettel, e também nesse momento mais low profile merecendo todos os aplausos por se posicionar pelas causas certas", concluiu.

Não perca! A próxima edição do Fim de Papo F1 será em 29 de agosto, logo após o GP da Bélgica.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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