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Fisiculturista fatura R$ 50 milhões ao ano com grife focada no fitness

Daniel Marcusso

Do UOL, em São Paulo

18/10/2013 06h05

Com quase 130 mil seguidores no Facebook, onde posta diariamente frases de incentivo, fotos e dicas de dietas, treinos e tratamentos de beleza, Alice Matos é atualmente uma das sensações das redes sociais em se tratando de fitness. Atleta da IFBB, a International Federation of BodyBuilding, ela também é jornalista e diretora geral da marca de roupas La Bella Mafia, que produz mensalmente 50 mil peças e vai lucrar este ano R$ 50 milhões.

O romance de Alice com o esporte começou cedo, na infância. “Sempre gostei de vôlei, basquete, futebol. Também tem uma questão hereditária, sempre fui mais fortinha”. O tempo passou, ela cresceu e passou a se interessar pela musculação. Um certo dia foi convidada por um treinador, que percebeu seu potencial para se tornar uma atleta, a participar de campeonatos de fisiculturismo. Ele tinha razão. “Logo em 2011, após um ano de treino, participei pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo e fui vice-campeã na categoria Bikini”, relembra Alice. Sua categoria, de certo modo recente no Brasil, mas muito conhecida no exterior, é a de mulheres que ficam definidas mas não com o corpo tão exageradamente musculoso, preservando as formas mais femininas.

Muitas outras competições vieram entre 2011 e 2012 e tantos outros títulos, entre eles: 1º lugar no BIKINI Campeonato Catarinense IFBB-SC,  2º lugar no BIKINI Brasileiro IFBB-RJ, 2º lugar no Wellness Expo Nutrition- RJ,  5º lugar no BIKINI Brasileiro IFBB-RJ e 6º lugar no BIKINI Arnold Classic Europe - MADRI - Espanha. Mas ao mesmo tempo, um projeto iniciado em 2007 apenas para ela e suas amigas evolui e tornou-se um fenômeno. A grife La Bella Mafia, entre 2012 e 2013 chegou a dois mil pontos de venda e lojas próprias no Brasil inteiro, além de um site internacional com uma central de distribuição em Miami que vende peças para países como Venezuela, Rússia e Suécia. “No começo era mais para saciar os desejos que eu e minhas amigas tínhamos. Roupas para a balada, para curtir. Mas com o tempo, quanto mais fui me dedicando aos treinos e ao fisiculturismo, passamos a desenvolver peças para a prática de esportes. Sempre com um diferencial: recortes mais ousados, tecidos tecnológicos, estampas exclusivas. Uma (calça) legging que você usa para malhar, mas pode colocar com um salto alto e ir para a balada.” 

 
E não é por acaso que Alice está sempre atualizando suas redes sociais, escrevendo frases de incentivo e criando hashtags como #HardcoreLadies, #ProjetoFitnessOAnoTodo,  #FitLifestyle e  #NoExcuses.  “O principal motivo da marca ser tão conhecida foi pelo Facebook, pelo Instagram, pelo Twitter. As roupas são feitas com pesquisas no mundo todo, este mês mesmo uma equipe vai para a China buscar mais tecnologia para a próxima coleção, mas a opinião das minhas clientes, tudo o que as pessoas escrevem para mim é muito importante. Tudo é passado para as estilistas da grife que desenham as peças pensando no que as consumidoras desejam.” E nessa brincadeira o lucro que a La Bella Mafia deve render é nada mais, nada menos do que R$ 50 milhões.
 
A marca fez com que ela parasse com as competições, mas ela planeja voltar em 2014. “A La Bella Mafia é a realização de um sonho, é a minha profissão, é um estilo de vida. Mas eu continuo malhando cinco vezes por semana e não parei de competir. Só preciso de tempo.” E os homens também poderão ter opções dentro da marca. Uma linha masculina já foi desenvolvida e estará a venda antes do final deste ano.  “Os namorados das mulheres ficam me pedindo, as meninas querem dar de presente para eles... Pronto. No final do ano elas estarão á venda”, comemora.
 
Como ela diz em uma de suas "pílulas de inspiração", “você é quem determina aonde quer chegar, e você é quem decide quando parar. Portanto, depende somente de você escolher qual o seu limite!”. Parece, no entanto, que o limite da própria Alice está longe de chegar ao seu limite. Ela está apenas começando.

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