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Prejudicado por interdição de quadra, Bruno Soares desabafa e pede respeito

Duplista Bruno Soares em ação na quadra secundária do Aberto do Brasil: "para ninguém ver
Duplista Bruno Soares em ação na quadra secundária do Aberto do Brasil: "para ninguém ver' Imagem: Marcello Zambrana/Inovafoto

Rafael Krieger

Do UOL, em São Paulo

15/02/2013 06h00

Enquanto Rafael Nadal jogava para nove mil pessoas na quadra central do Aberto do Brasil no ginásio do Ibirapuera, um brasileiro campeão do Aberto dos Estados Unidos passava para as semifinais do torneio de duplas em uma arena secundária perto dali, para um público de 30 espectadores, incluindo seguranças e funcionários da organização. Era o mineiro Bruno Soares, que não ficou nada satisfeito com a situação.

Ele deveria ter jogado antes, de modo que o público pudesse ver o seu jogo sem perder a atração principal, que era a estreia de Nadal na chave de simples. Mas, com a interdição da quadra 2 devido à falta de condições, a alteração na agenda do torneio fez com que ele tivesse de atuar no mesmo horário que o espanhol.

"Não me sinto ofuscado pelo Nadal. Me sinto ligeiramente desapontado com a organização, pela falta de carinho com a minha pessoa. Não tem como competir com o Nadal, mas tem que ter um pouco mais de respeito", desabafou Bruno, que jogou bem ao lado da quadra que foi interditada por falta de condições, no ginásio Mauro Pinheiro.

Na sua própria contagem de espectadores, descontando seguranças e funcionários, "no máximo umas três pessoas" assistiram à vitória de sua dupla com o austríaco Alexander Peya sobre os colombianos Juan Sebastian Cabal e Santiago Giraldo.

"Tenho história no Aberto do Brasil. Acho que mereço uma certa atenção pelo que venho fazendo pelo tênis. Sei que não é fácil fazer a programação, mas é possível fazer melhor do que isso", continuou Bruno Soares, que é o atual bicampeão do torneio, mas ainda não jogou na quadra central.

Não foi só a mudança de programação que irritou o duplista brasileiro. Ele deixou claro que gostaria de jogar na quadra central. Nesta sexta, na semifinal contra o austríaco Oliver Marach e o argentino Horacio Zeballos, ele voltará a jogar na arena secundária. Mas avisou que tentará buscar a classificação à final para finalmente poder atuar no ginásio principal.

"Jogamos bem, ninguém viu, mas fizemos uma boa apresentação. Amanhã, vamos tentar pegar essa final para ver se jogo na quadra central. Estou lá no fundo, mas estou vivo. Se a quadra central não vem até mim, eu vou até a quadra central", disparou. 

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