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Havaí que nada! Bells Beach é evento mais tradicional do surfe mundial

Mick Fanning com a taça em forma de sino. Ele é o atual campeão na Austrália - WSL / Kirstin Scholtz
Mick Fanning com a taça em forma de sino. Ele é o atual campeão na Austrália Imagem: WSL / Kirstin Scholtz

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

31/03/2015 09h26

O Havaí é tido como a meca do surfe e um dos “picos” mais procurados pelos praticantes da modalidade. Mas é Bells Beach, na Austrália, que carrega o rótulo de evento mais tradicional do surfe mundial. E é lá que a partir da noite desta terça-feira (pelo horário de Brasília) até o próximo dia 12 a elite do esporte estará reunida para a disputa da segunda etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL).

A badalação e a tradição de Bells Beach são justificadas. A praia no estado de Victoria sedia troneios de surfe com atletas de todo o mundo de maneira ininterrupta desde 1962, o que a torna a competição mais antiga da modalidade. Como compração, a badalada Pipeline, no Havaí, só sediou um campeonato pela primeira vez nove anos mais tarde, em 1971.

A edição de 2015 da etapa de Bells será a 53ª da história e a 43ª na era profissional, iniciada em 1973.  À época, a premiação total era de US$ 2.500 (R$ 8.100 na cotação atual). Hoje, o evento distribui US$ 525.000  (R$ 1,69 milhões) apenas para os homens.

E não é apenas o longo tempo no calendário e o fato de ter inaugurado a era do profissionalismo na Austrália que torna Bells Beach tão especial. O munincípio de Torquay, localizado a apenas oito quilômetros dali e onde os surfistas constumam ficar hospedados, é a casa de duas marcas gigantes da modalidade. A Quiksilver e a Rip Curl – que batiza o evento – têm as suas sedes ali.

Outra marca registrada de Bells é seu tradicional troféu, um sino – uma referência ao nome da praia, batizada assim em homenagem ao escocês William Bell, dono destas terras no início do século XX.

E este sino só pode ser tocado pelos vencedores. E até hoje apenas dois brasileiros tiveram esta honra. Em 2013, Adriano de Souza, o Mineirinho, ficou com o título entre os homens. Já Silvana Lima conqusitou a etapa em 2009 e até tatuou o sino em seu braço.

Desta vez quem chega como um dos favoritos na competição masculina é Filipe Toledo. O brasileiro de 19 anos venceu a primeira etapa em Gold Coast e lidera o ranking mundial. E potr toda a tradição de Bells, Filipinho demosntra muita empolgação.

“Este é um evento importante porque muitas lendas do surfe já ganharam aqui no passado. Todos que estão no circuito mundial querem ir bem aqui, porque é um lugar com ondas muitos difíceis. Mas estou me sentindo confortável e confiante depois de tudo o que aconteceu em Gold Coast. Preciso manter estebom momento para conseguir um grande resultado”, afirmou Filipinho, que estreará contra Owen Wright (AUS) e Jadson André (BRA) na 11ª bateria.

Outro que destacou a relevância de Bells no circuito mundial foi o local Julian Wilson, que ocupa a vice-liderança do ranking e foi derrotado por Toledo na final em Gold Coast.

“Este é um lugar com muita história, um evento de surfe incrível. Todos querem carimbar seu nome na história, mas é muito difícil. Comheço estas ondas desde que tenho 15, 16 anos”, disse o surfista de 26 anos.

Dos surfistas ainda em atividade, os maiores vencedores em Bells são o australiano Mick Fanning e o americano Kelly Slater, com três títulos cada.

Confira as baterias de Bells Beach:

1: Taj Burrow (AUS), Wiggolly Dantas (BRA) e Jeremy Flores (FRA)
2: Adriano de Souza (BRA), Kai Otton (AUS) e Brett Simpson (EUA)
3: Kelly Slater (EUA), Sebastian Zietz (HAV) e Ricardo Christie (NZL)
4: John John Florence (HAV), Ítalo ferreira (BRA) e C. J. Hobgood (EUA)
5: Mick Fanning (AUS), Freddy Patacchia Jr. (HAV) e Mason Ho (HAV)
6: Gabriel Medina (BRA), Matt Banting (AUS) e Joe Van Dijk (AUS)
7: Jordy Smith (AFR), Adrian Buchan (AUS) e Keanu Asing (HAV)
8: Michel Bourez (PYF), Nat Young (EUA) e Dusty Payne (HAV)
9: Joel Parkinson (AUS), Miguel Pupo (BRA) e Glenn Hall (IRL)
10: Josh Kerr (AUS), Bede Durbidge (AUS) e Adam Melling (AUS)
11: Filipe Toledo (BRA), Owen Wright (AUS) e Jadson André (BRA)
12: Julian Wilson (AUS), Kolohe Andino (EUA) e Matt Wilkinson (AUS)