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Corinthians de Jair reconquistou a confiança e chega forte à final

Daniel Vorley/AGIF
Imagem: Daniel Vorley/AGIF

27/09/2018 06h15

O Corinthians ainda tem muita dificuldade para criar e concluir jogadas, sofre gols esquisitos como o do Flamengo na vitória por 2 a 1 nesta quarta-feira, mas uma coisa é nítida nos cinco jogos com Jair Ventura no comando: o Timão recuperou a confiança em seu potencial e chega com mais força à final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.

Os dois confrontos contra o Flamengo foram marcantes neste sentido. Em ambos, o Corinthians mais marcou do que jogou e precisou conter a força de um elenco recheado de boas peças. No Maracanã, se defendeu com precisão e valentia, algo que não vinha acontecendo com o inseguro time de Osmar Loss. Na volta, teve brio para sair na frente logo de cara e superar o adversário no embalo da Fiel. Muitos eram os que apontavam o Flamengo como franco favorito, mas a força corintiana se fez presente.

Jair conseguiu o êxito reconhecendo as deficiências do time que recém-assumiu e começando de trás para a frente. Fechou a casinha, mudou pouco de um jogo para o outro e não teve vergonha de se retrancar no duelo de ida contra o Flamengo. Na volta, ao lado da Fiel, tudo ficaria mais fácil. Deu certo, com dose de sorte, visto a bola de Pará na trave nos minutos finais. E também manteve a confiança no grupo. Vejam só a situação de Danilo Avelar.

O lateral-esquerdo marcou o gol que abriu o placar para a vaga na final, mas não tem sido muito bem recebido pela torcida. Ao contrário. A paciência tem sido pouca quando ele toca na bola, pelos erros. Mas, tem sido bancado pelo treinador, mesmo que a torcida peça a entrada do jovem Carlos. Acabou sendo decisivo.

"Por vezes a gente entende a torcida. Jogador não vive um bom momento e é criticado. E tem de ser assim no Corinthians. Mas não posso matar todo mundo, tirar todo mundo. Não vai chegar mais ninguém. Você tem de recuperar o jogador. Fico feliz pelo segundo gol do Avelar, ele é importante", afirmou Jair.

Na final contra o Cruzeiro, o Corinthians terá pela frente um adversário que se defende muito bem e um time e técnico especialistas em jogos de mata-mata. É o atual campeão da competição. O desafio é gigantesco, mas o Timão cresceu e pode equilibrar as forças na garra, na aplicação e na confiança readquirida.

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