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Prefeitura do Rio multa CBF por confusão na final da Copa América

Aglomeração de torcedores na porta do Maracanã foi vista antes da final entre Brasil e Argentina - Gabriel Carneiro/UOL
Aglomeração de torcedores na porta do Maracanã foi vista antes da final entre Brasil e Argentina Imagem: Gabriel Carneiro/UOL

Do UOL, em São Paulo

12/07/2021 09h13

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A prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Ivisa-Rio (Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária), determinou uma multa de R$ 54 mil à CBF por conta da confusão gerada na final da Copa América, disputada no último sábado, no Maracanã, que acabou em vitória da Argentina sobre o Brasil por 1 a 0.

De acordo com o instituto, a "medida foi tomada diante da constatação de inobservâncias" do protocolo sanitário apresentado pela Conmebol, organizadora do torneio, que permitiu, ao lado das próprias autoridades municipais, a entrada de pouco mais de 5 mil torcedores ao estádio.

"A configuração da infração é gravíssima, de acordo com o Código Sanitário Municipal e à legislação vigente que versa sobre as medidas de proteção à vida relativas à de covid-19", informou o Ivisa-Rio.

O órgão ainda listou cinco pontos observados durante o evento, ressaltando as fraudes em resultados de exames RTC-PCR e a falta de testes dentro do Maracanã.

Veja os pontos citados:

1) Aglomeração nos acessos ao estádio gerado pela desorganização no credenciamento de convidados, pois não houve escalonamento de horário de chegada à partida, além da insuficiência da estrutura de acolhimento montada pelo organizador.

2) Houve o respeito à limitação de 10% da capacidade instalada de cada setor do estádio para a ocupação de público.

3) Apesar dos esforços do organizador foi constatado que parte significativa do público insistia em permanecer sem máscara facial e desrespeitando o distanciamento mínimo estabelecido de 2 m entre grupos e famílias.

4) Não foi realizado testagem dos convidados no local da partida, por meio da pesquisa de antígeno por swab, conforme pactuado pelo organizador no Protocolo Sanitário submetido à aprovação da SMS.

5) Tendo em vista a denúncia de que convidados teriam apresentado testes RTC-PCR supostamente falsos, a SMS fará o rastreamento por amostragem e que, caso se comprove tal prática, tomará as medidas pertinentes.

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