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Conselheiro que votou contra balanço do Atlético-MG não recebe punição

Atlético-MG votou as contas de 2018 há aproximadamente dez dias, em sua sede administrativa - Bruno Cantini/Atlético-MG
Atlético-MG votou as contas de 2018 há aproximadamente dez dias, em sua sede administrativa Imagem: Bruno Cantini/Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

08/05/2019 13h43

Rodolfo Gropen, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-MG, não recebeu nem uma representação sequer solicitando a exclusão de Marcio Cadar do quadro de conselheiros. Ele foi único a votar contra a aprovação do balanço financeiro do clube, na semana passada, mas poderia sofrer sanção por ter discutido o caso anteriormente à data da reunião.

Após a aprovação das contas, em 29 de abril passado, o conselheiro que questionou o balanço disse que foi alvo de ameaça de outros companheiros da casa.

A reportagem do UOL Esporte procurou Rodolfo Gropen, presidente do Conselho Deliberativo, na tarde de hoje. O mandatário diz que não recebeu representações contra o consultor financeiro que fez duras críticas ao balanço do Galo.

"Não recebi nada ainda", limitou-se a dizer o dirigente atleticano por meio de telefonema.

Na ocasião, Sérgio Rodrigues Leonardo, presidente do Conselho Fiscal do Atlético, explicou por que havia um movimento com o intuito de excluir Marcio Cadar do Conselho Deliberativo.

"O assunto era para ser debatido aqui hoje. Havia data, hora, local, convocação e pauta. O assunto foi antecipado desnecessariamente na internet. Essa é a única falta. Por ser um assunto sensível, o assunto de contas, quando você faz essa exposição pública, você coloca as pessoas que estão aqui dentro, com a responsabilidade de cuidar desse assunto, em dúvida. Toda a torcida atleticana ficou em dúvida se havia ou não lisura em procedimentos que eram absolutamente corretos e lícitos. Essa mancha que tentou se colocar na direção do Atlético vai contra a própria instituição do Clube Atlético Mineiro", contou na ocasião.

Na ocasião, Marcio Cadar também se manifestou sobre o caso: "Eles deixaram claro que vão iniciar um processo disciplinar contra a minha pessoa. Isso foi falado lá dentro, vamos aguardar para ver o que vai acontecer. Se eles acharem que têm que me expulsar do Conselho, que me expulsem. É uma pena. Mas infelizmente, se eles acharem que é o caminho a ser seguido, tudo bem. Não tenho apego a ser conselheiro ou não do Galo. Eu tenho apego em ajudar o Galo, sendo conselheiro ou não. É o meu papel", declarou Cadar.