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PM cogita erro ao usar bala letal em vez de borracha em torcedores; Mancha culpa major

Tenente diz que PM errou se comprovado uso de balas de calibre 12, e não de borracha - Rubens Cavallari/Folha Imagem
Tenente diz que PM errou se comprovado uso de balas de calibre 12, e não de borracha Imagem: Rubens Cavallari/Folha Imagem

Carlos Padeiro

Em Presidente Prudente (SP)

29/08/2011 15h42

O tenente César, da Polícia Militar, sinalizou nesta segunda-feira a possibilidade de dois torcedores do Palmeiras terem sofrido tiros de balas de calibre 12, usadas pela corporação. Foi instaurado inquérito para apurar os motivos da confusão na entrada do estádio Prudentão, domingo, antes do clássico Palmeiras x Corinthians.

MANCHA VERDE CULPA MAJOR DA PM

A Mancha Verde divulgou um comunicado acusando a polícia militar de causar os disparos que deixaram duas pessoas feridas. De acordo com a maior torcida organizada do Palmeiras, um major de nome Passos atirou contra os torcedores deliberadamente, sem que houvesse qualquer atrito entre facções rivais.

“O major deu a ordem dos tiros com munição letal, e não de borracha, em uma situação em que não houve conflitos de torcidas. Estávamos onde a polícia nos deixou. Não tinha corintiano e não tinha briga”, dizia a nota.

A Polícia também investiga o motivo do uso de projéteis calibre 12. A PM deveria usar apenas bala de borracha nesse tipo de atuação (contenção de torcidas), diz o tenente César.

“Houve munição de fogo, não munição de borracha. Encaminharemos à perícia para comparação para ver se são da PM, ou ver se são da torcida”, disse o tenente da PM.

“Se ficar constatado de calibre 12 provavelmente são de policiais nossos. Então veremos por que foram disparados arma de fogo e não de borracha”, acrescentou.

Roberto Vieira de Castro Filho está em situação grave após levar um tiro na região do glúteo. De acordo com informações do corpo médico, o projétil atingiu outras partes do corpo do torcedor. Há risco de morte.

Ele foi operado e está entubado na Unidade de Terapia Intensiva sob supervisão. Segundo o hospital, a situação é delicada e inspira cuidados.

Enquanto isso, Lucas Alves Lezo permanece em observação no hospital. Ele foi baleado também próximo ao glúteo, mas a o projétil saiu do seu corpo. Os médicos optaram por mantê-lo no setor de emergência nos próximos dias, mas sua situação não preocupa.

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