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"Cascudos", premiação e muita conversa: a esperança do Coxa contra a queda

Oliveira conversa com Kléber no treino anterior ao jogo contra o Cruzeiro: apelo aos "cascudos" - Comunicação CFC
Oliveira conversa com Kléber no treino anterior ao jogo contra o Cruzeiro: apelo aos "cascudos" Imagem: Comunicação CFC

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

18/10/2017 04h00

Nos primeiros minutos, indignação. Depois, um certo silêncio, constrangedor. Um pedido de desculpas quase recusado, rapidamente compreendido. E o Pai Nosso diante de um técnico juntando cacos e esperando levantar a cabeça do elenco dos jogadores após a derrota em casa para o Grêmio por 1 a 0, já aos 46 minutos do segundo tempo após um escorregão de Jonas. Se o empate era ruim, a derrota foi dolorosa demais.

No dia seguinte a expectativa era pela demissão do técnico Marcelo Oliveira. Ela não veio e muito provavelmente não virá. Internamente, o Coritiba não vê quem possa ser melhor que o técnico bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, adversário desta quarta-feira (18) no Couto Pereira, às 19h30, para salvar o time. E por isso convocou uma coletiva de imprensa para manifestar isso publicamente. Mas nem tudo foi falado pela diretoria, pelo menos sem que se leia as entrelinhas.

Marcelo Oliveira convocou os “cascudos” para vestirem a camisa e salvarem o Coritiba. Mudou a estratégia de jogo, imagina um Cruzeiro em cima e pretende jogar no erro. Pretende principalmente que o time mantenha a cabeça no lugar e seja mais feliz nas conclusões. Desde a viagem para Atibaia, antes da derrota (3 a 1) para o Corinthians, muita conversa rolou. Oliveira e a comissão conversaram com as lideranças do time, assim nominadas: Edinho, Anderson, Wilson e Kléber, para quem se armou uma operação de guerra para que volte o quanto antes.

Edinho atuou contra o Corinthians e passou a ser figura de confiança na gestão do grupo. Não vinha feliz com a reserva, mas pediram com que passasse a jogar “fora de campo” quando não estiver entre os 11; Anderson foi cobrado e nem viajou a São Paulo por chegar atrasado nos treinos. Foi pedido para que use o talento que o levou ao Manchester United para que “não suje o currículo”, nem dele, nem de Oliveira; Wilson é a liderança técnica, o melhor jogador do elenco, tido como exemplo de dedicação. E Kléber merece um capítulo à parte.

No Coritiba, ninguém é capaz de falar uma frase negativa sobre ele, mesmo assumindo que errou ao revidar a cusparada em Edson, do Bahia. Sem ele, a equipe despencou. Mas o "Gladiador" é visto como referência em tudo: talento e liderança. Quem acompanha os treinos garante que ele é um dos que mais cobram os colegas. E para que finalmente volte a jogar, após uma microcirurgia no joelho, todos nos departamentos médico e físico trabalham. Espera-se que esteja em campo contra o Vasco, no final de semana.

Por outro lado, que a torcida não espere ver os finalistas do Brasileiro Sub-20 em campo tão cedo. Há a compreensão, entre comissão técnica e diretoria de futebol, que o momento é de se apostar nos “cascudos” e não queimar os meninos antecipando estreias no profissional em situação de risco. O clube considera que pode fazer “um final de campeonato tão bom quanto fez no início”. O (novo) primeiro passo é o duelo com o Cruzeiro onde Marcelo Oliveira viveu sua melhor fase. Em busca de 45 pontos (faltam 17), a diretoria prometeu uma gorda premiação em dinheiro, não divulgada.

CORITIBA X CRUZEIRO

Data: 18 de outubro de 2017, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Motivo: 29ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Couto Pereira, em Curitiba (PR)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: João Luiz de Albuquerque (RJ) e Wendel de Paiva Gouveia (RJ)

CORITIBA:
Wilson; Léo, Cleber Reis, Werley e Thiago Carleto; Jonas (Edinho), Alan Santos, Matheus Galdezani e Tiago Real; Rildo e Henrique Almeida.
Técnico: Marcelo Oliveira.

CRUZEIRO:
Rafael; Ezequiel, Digão, Manoel e Diogo Barbosa; Henrique, Hudson, Rafinha, Thiago Neves e Arrascaeta; Rafael Sobis.
Técnico: Mano Menezes.

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