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Petrobras segue na McLaren. Mas estreia de combustível não está confirmada

Marca da Petrobras está estampada no carro da McLaren lançado nesta quinta-feira - Divulgação
Marca da Petrobras está estampada no carro da McLaren lançado nesta quinta-feira Imagem: Divulgação

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Woking (Inglaterra)

14/02/2019 15h11

As dúvidas acerca da continuidade da parceria entre a McLaren e a Petrobras, levantadas nesta semana especialmente depois que o presidente Jair Bolsonaro afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que alguns patrocínios da empresa seriam revistos, foram recebidas com surpresa no lançamento do carro de 2019 da equipe inglesa.

A parceria entre os ingleses e a empresa brasileira começou ano passado somente como um patrocínio, e o projeto previa que combustível e lubrificantes da Petrobras passariam a ser usados a partir desta temporada. Apesar de se mostrarem felizes com o trabalho de sua parceira, questionados pelo UOL Esporte no evento de lançamento realizado em Woking, na Inglaterra, tanto o CEO Zak Brown, quanto o chefe de operações da McLaren, Jonathan Neale, não garantiram que o combustível será usado.
"É a intenção", disse Brown, enquanto Neale afirmou que "o combustível está passando pelos últimos testes e o produto é incrível."

O chefe da equipe, Gil de Ferran, seguiu a mesma linha. "Depende do desenvolvimento junto à Petrobras. É difícil colocar um prazo. Quando fizermos nossos planos, vamos levar tudo em consideração para nos certificar de que vamos executar tudo da melhor maneira."

O regulamento em si não impede que uma equipe mude de fornecedor de combustível durante o campeonato, mas há complicações em relação às diferentes implicações que cada combustível traz para a unidade de potência. Ano passado, a McLaren usou o combustível da Castrol.

Especialmente após a adoção do V6 turbo híbrido e do fim do congelamento do desenvolvimento dos motores, em 2014, o combustível se tornou central na busca de performance, e as equipes têm buscado firmar parcerias exclusivas com petrolíferas - como no caso da Petronas com a Mercedes ou a Shell com a Ferrari - para que sejam desenvolvidos produtos seguindo especificamente as necessidades de cada time.

Brown, inclusive, fez questão de reiterar a importância estratégica para a Petrobras entrar na "guerra tecnológica" com as outras petrolíferas.

"Temos uma grande relação com a Petrobras. É uma relação muito técnica e, no final das contas, todas as empresas petrolíferas que estão na Fórmula 1 estão desenvolvendo sua marca. Estamos constantemente com eles no Brasil e estamos confiantes de que vamos desenvolver um bom valor para eles e acredito que a relação só vai ficar cada vez mais forte."

Falando com exclusividade, Neale afirmou esse saber das mudanças políticas no Brasil, mas garantiu que isso não afeta a parceria no momento. Esse mesmo discurso foi adotado por todos os membros da equipe ouvidos pelo UOL Esporte.

Como ano passado, o logo da Petrobras aparece como um dos mais visíveis no carro da McLaren e a empresa brasileira é uma das principais parceiras, injetando cerca de 10 milhões de libras (cerca de 48 milhões de reais) na equipe por ano. 
 

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