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Sauber confirma Nasr e Ericsson, mas pode ter equipamentos apreendidos

Documento da Federação Internacional mostra Nasr e Ericsson inscritos pela Sauber - Reprodução
Documento da Federação Internacional mostra Nasr e Ericsson inscritos pela Sauber Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

12/03/2015 06h47

A novela judicial que coloca em risco a vaga de Felipe Nasr na Sauber não acabou após a decisão da corte da Austrália de negar o recurso da equipe e garantir que Giedo van der Garde tem direito de estar no grid da corrida de Melbourne.  Temendo que o time não cumpra a decisão, os advogados do holandês entraram com outra ação para forçá-los a colocar o piloto no carro.

Enquanto isso, a equipe enviou os nomes de Felipe Nasr e Marcus Ericsson na inscrição oficial da equipe para o mundial, em documento da Federação Internacional de Automobilismo.

A ação será ouvida pelo juiz local às 10h30 da sexta-feira na Austrália, na madrugada brasileira, depois que os treinos livres já tiverem começado, e inclui a possibilidade de apreensão do equipamento do time suíço caso Van der Garde não esteja pilotando.

A justiça já pediu ao advogado de Van der Garde uma lista de todos os equipamentos que a equipe tem em território australiano e sua localização.

Além disso, os advogados entraram com outra ação, contra a chefe da equipe, Monisha Kaltenborn. A explicação é que as pessoas ligadas a Van der Garde tinham feito uma série de pedidos para a Sauber – em relação ao credenciamento do piloto, seu macacão, etc. – e nenhum deles foi atendido. O comunicado de imprensa em que Kaltenborn alegava que colocar o holandês no carro seria perigoso também entrará no processo, pois “foi claramente calculado para dificultar a participação de nosso cliente.”

Superlicença

O principal empecilho para que Van der Garde corra na Austrália, mesmo com a decisão judicial favorável, é que o holandês não possui a licença para competir na Fórmula 1 nesta temporada. O holandês já entrou com um pedido na federação de seu país, e agora depende da FIA. A entidade já correu com processos do tipo no passado, mas não se sabe se terá a mesma postura com um piloto que conseguiu na justiça o direito de correr.

O piloto está otimista. "Agora só falta a papelada. E a Sauber tem que me ajudar, então vamos ver o que acontece nas próximas horas. O lado bom é a decisão saiu cedo pelo horário europeu e eles ainda têm um dia inteiro para fazer isso. Temos trabalhado nisso nos últimos dias e, do meu lado, está tudo pronto. Agora cabe à Sauber fazer a parte dela", declarou.

Entenda o caso

Giedo van der Garde, que foi titular da Caterham em 2013, assinou um contrato de dois anos com a Sauber no início de 2014. O acordo previa que o holandês atuasse como piloto de testes na primeira temporada e fosse titular na segunda, caso a equipe ativasse uma cláusula que vencia em meados do ano. 

O piloto recebeu essa confirmação, mas soube, poucos meses depois, que o time contratara Marcus Ericsson e Felipe Nasr para formar a dupla de pilotos titulares em 2015. Van der Garde, então, entrou na justiça e comprovou que também estava contratado e tem direito de competir. Após decisão das cortes da Suíça, onde se iniciou o processo, e da Austrália, onde ocorre a primeira prova do ano, a Sauber tem, efetivamente, três pilotos sob contrato.

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