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Milton Neves

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Milton: O Fla de Renato parece um castelo de areia prestes a desmoronar

Renato Gaúcho orienta Diego e Michael durante Santos x Flamengo na Vila Belmiro - Alexandre Vidal
Renato Gaúcho orienta Diego e Michael durante Santos x Flamengo na Vila Belmiro Imagem: Alexandre Vidal
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Milton Neves

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

27/09/2021 16h05

A troca de técnicos é um manjado recurso de nossos nada criativos cartolas para tentar dar uma "chacoalhada" em um elenco que não anda rendendo o que poderia.

E o pior é que isso geralmente funciona.

Porém, tem prazo de validade.

Geralmente, o time que troca o seu comandante tem uns seis ou sete jogos apresentando um futebol acima do que vinha rendendo para, depois, voltar a descer a ladeira.

E foi essa estratégia que a diretoria do Flamengo usou para dar um "gás" nos jogadores rubro-negros que, segundo a torcida, não vinham agradando sob o comando de Rogério Ceni.

Ainda acho que foi um erro a demissão de Ceni, bom e jovem técnico, com interessantíssimos conceitos sobre o futebol.

Mas, com a chegada de Renato Gaúcho, inegavelmente o Fla ganhou o tal incentivo natural que as equipes costumam apresentar quando da troca no comando.

O time da Gávea passeou diante de grandes rivais, como Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.

Mas, nos últimos jogos, o tal "prazo de validade" do impulso dado pela troca de treinador parece estar batendo à porta do Fla.

O Mengão já não encanta mais e o futebol livre e intuitivo que Renato implementou na Gávea mostra sérios problemas.

O lateral Renê que o diga?

Bem, é claro que com um time maravilhoso como esse, com craques como Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e David Luiz, o Rubro-Negro, que já passou pelo Barcelona-EQU, pode no jogo-único da final da Libertadores vencer o bem armado Galo ou o retranqueiro e medroso Palmeiras.

Mas a sensação, honestamente, é de que o Flamengo de Renato é um caminhão descendo a ladeira sem freios.

Ou seja, só chegará ao final dela sem arranhões se contar com muita sorte.

Ou então um belíssimo castelo de areia, que pode muito bem ruir com qualquer ventinho que sopre de Minas Gerais em direção às praias cariocas.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL