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Pastoral ajuda moradores de rua a se proteger do coronavírus em Natal-RN

Medidas básicas de isolamento social, higiene e confinamento não se aplicam à população de rua - Arquivo pessoal
Medidas básicas de isolamento social, higiene e confinamento não se aplicam à população de rua Imagem: Arquivo pessoal

Carlos Madeiro

Colaboração para o Ecoa, em Maceió

29/04/2021 14h10

A pandemia impactou a vida de todas as pessoas, mas atingiu ainda mais aquelas que não têm casa para morar. Foi pensando em ajudar quem vive pelas calçadas de cidade de Natal que a Pastoral do Povo de Rua do Rio Grande do Norte passou a ajudar pessoas em vulnerabilidade com alimentos e material de higiene.

Segundo Jean Lima, integrante da coordenação, a pastoral do povo da rua no Rio Grande do Norte existe há quase uma década e possui dois núcleos na capital: um na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, que atua no centro da cidade; e outro na paróquia de Sant'Ana, que atua na zona norte da capital.

Lima lembra que assim que a covid-19 começou a se espalhar pelo país, integrantes da pastoral perceberam que haveria grande dificuldade para pessoas de rua se protegerem do novo coronavírus. "As medidas de prevenção mais conhecidas foram divulgadas, com a necessidade de distanciamento social, confinamento domiciliar e constante higienização, e esse cenário levou a população em situação de rua a se ver excluída", diz.

"Sem domicílio, impossibilitada, assim, de ficar em confinamento, sem banheiros públicos e com a necessidade de se alimentar, essas pessoas começaram a perambular pelas cidades em busca de recicláveis e de todo tipo de ajuda, fazendo com que entrem em contato social", conta.

Pastoral ajuda moradores de rua no RN - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Além de ficarem ainda mais vulneráveis na pandemia, a população de rua sofreu com a falta de doações
Imagem: Arquivo pessoal

Diante dessa necessidade urgente, a pastoral iniciou campanhas para arrecadar valores e produtos para tentar diminuir a dor das pessoas em situação de rua. "Além da pandemia, essa população se viu em situação de vulnerabilidade maior, uma vez que muitos grupos que entregavam alimentos deixaram de visitar as ruas por conta das medidas de isolamento social", lembra.

As campanhas tiveram grande adesão e atendem em torno de 30 pessoas por vez. "Conseguimos comprar máscaras, alimentos e material de higiene pessoal, que são imperativos nesse momento. Entregamos as doações e também os orientamos sobre a importância do uso do álcool em gel e de lavar sempre as mãos na medida do possível, uma vez que, estando nas ruas, até o básico é difícil", completa.

Na fase atual, a campanha tem como foco principal a doação de sabão, sabonete, biscoitos, suco pronto, água mineral, máscaras e lençóis.

"As campanhas são periódicas, e a adesão cai com o decorrer do tempo. A situação econômica do país reflete diretamente nas doações. Mas isso não faz com que a gente desistisse, agora mesmo estamos em campanha e nas ruas visitando nossos irmãos mais desprotegidos que sempre nos recebem com sorriso acolhedor", diz Lima.

Quem quiser ajudar, pode doar por meio dos seguintes canais:

Caixa Econômica Federal
Agência: 2044
Conta: 16014-1
Operação: 001
Titular: Levani de Freitas Neto.

Banco do Brasil
Agência: 3853-9
Conta: 27274-4
Titular: Juliana Karla Estevam Fernandes
PIX: (84) 99633-8582