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Bianca Santana

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Em 28 cidades, Coalizão Negra por Direitos promove atos por comida e vacina

Ato em São Paulo (SP) alerta também para a fome enfrentada pela população brasileira - Caio Chagas
Ato em São Paulo (SP) alerta também para a fome enfrentada pela população brasileira Imagem: Caio Chagas
Bianca Santana

Bianca Santana é jornalista. Autora de "Quando me descobri negra" e organizadora de coletâneas sobre gênero e raça, foi convidada da Feira do Livro de Frankfurt em 2018 e da Feira do Livro de Buenos Aires em 2019, quando também foi curadora do Festival Literário de Iguape. Pela UNEafro Brasil, tem contribuído com a articulação da Coalizão Negra por Direitos. No doutorado em ciência da informação, na Universidade de São Paulo, pesquisou a escrita e a memória de mulheres negras. Foi professora da Faculdade Cásper Líbero e da pós-graduação em jornalismo multimídia na Faap. Atualmente, está escrevendo uma biografia sobre Sueli Carneiro.

23/02/2021 14h08

Belém (PA). Belford Roxo (RJ). Belo Horizonte(MG). Brasília (DF). Camaragibe (PE). Campo Grande (MS). Cuiabá (MT). Curitiba (PR). Fortaleza (CE). Goiânia (GO). Governador Valadares (MG) Itapecerica da Serra (SP). Macaé (RJ). Macapá (AP). Maceió (AL). Olinda (PE). Osasco (SP). Porto Alegre (RS). Recife (PE). Rio Branco (AC). Rio de Janeiro (RJ). Salvador (BA). Santa Inês (MA). Santos (SP). São Bernardo do Campo (SP). São Luís(MA). São Paulo (SP). Teresina (PI). Na última quinta-feira, 18 de fevereiro, atos em 28 cidades de todo o Brasil, 18 capitais, foram realizados por organizações que compõem a Coalizão Negra Por Direitos.

Por comida e por vacina, as cerca de 200 entidades que compõem a Coalizão também protocolaram, nos 26 estados e no Distrito Federal, em assembleias estaduais e câmaras municipais, um documento exigindo ações de combate à miséria, além da vacinação e do fortalecimento do SUS.

"A dinâmica de contaminação e mortalidade da Covid-19 espelha o histórico de racismo e segregação que se perpetua em nossa sociedade e se materializa na enorme desproporção, tanto em números de pessoas infectadas, como pela elevada mortalidade na comunidade negra urbana e rural. Somos nós, povo negro, moradoras e moradores de regiões periféricas, faveladas, quilombolas, pescadores e de comunidades tradicionais, ribeirinhas e em situação de vulnerabilidade social, sem dúvidas, o segmento populacional mais afetado pela doença", registra o documento que também enumera exigências:

  • Ampla cobertura vacinal;
  • Imediata retomada do Auxílio Emergencial até o fim da pandemia e consequente aprovação de uma Renda Básica permanente, sem prejuízo do Bolsa Família;
  • Fortalecimento dos Benefícios de Prestação Continuada;
  • Atendimento a todos os protocolos de proteção determinados pela Organização Mundial de Saúde enquanto perdurar a pandemia;
  • Erradicação da política genocida do governo contra a população negra e indígena;
  • Fim da Emenda Constitucional 95 que retirou investimentos da saúde e provocou o sucateamento do Sistema Único de Saúde - SUS (perdemos 18 bilhões de investimentos somente em 2019).

A íntegra do Manifesto da Coalizão Negra Por Direitos sobre a negligência do governo federal na pandemia de covid-19 pode ser lida aqui:

Veja imagens dos atos

Atos da Coalizão Negra por Direitos pedem comida e vacina