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Risco de Alzheimer é maior mesmo quando só parentes distantes têm a doença

Uma pessoa que tem três ou mais parentes de segundo grau (como tios, avôs e primos) com Alzheimer apresenta uma elevação de até 46% no risco da demência - iStock
Uma pessoa que tem três ou mais parentes de segundo grau (como tios, avôs e primos) com Alzheimer apresenta uma elevação de até 46% no risco da demência Imagem: iStock

Do UOL VivaBem

17/03/2019 14h00

Resumo da notícia

  • Pessoas com histórico familiar de Alzheimer têm probabilidade maior de sofrer a doença
  • Porém, muitos estudos se limitam a analisar o risco do problema quando parentes de primeiro grau o apresentam
  • Nova pesquisa mostra que até mesmo quando tios, avós e primos possuem a demência o risco é elevado

Apesar de apenas 10% de todos os casos de Alzheimer serem considerados geneticamente determinados, pessoas com histórico familiar da doença têm risco mais alto de desenvolver a demência. E o aumento dessa probabilidade não ocorre apenas quando pais, irmão e filhos de alguém possuem Alzheimer (como muitas estatísticas se concentram). Ele também se estende para parentes mais distantes, de segundo e até terceiro grau, conforme aponta uma pesquisa publicada esta semana no periódico Neurology.

No estudo, cientistas da Universidade de Utah (EUA) descobriram que um indivíduo que não possui parentes de primeiro grau com Alzheimer, por exemplo, mas tem três ou mais familiares de segundo grau (como tios, avós e primos) com a doença, apresenta uma elevação de até 46% no risco da demência.

Segundo Lisa A. Cannon-Albright, autora principal do trabalho científico, essa identificação de risco elevado é importante para incentivar a orientação às pessoas sobre a importância de combater fatores de risco modificáveis, como falta de atividade física e de estimulação mental.

Variação no risco de Alzheimer conforme histórico familiar*

  • Quando parentes de 1º grau têm a doença:
  • Nenhum parente: redução de 6% no risco
  • Um parente: aumento de 73% no risco
  • Dois parentes: aumento de 398% no risco
  • Três parentes: aumento de 248% no risco*
  • Quatro parentes: aumento de 1.477% no risco
  • Quando somente parentes de 2º grau têm a doença:
  • Nenhum parente: redução de 7% no risco
  • Um parente: aumento de 6% no risco
  • Dois parentes: aumento de 25% no risco
  • Três parentes: aumento de 46% no risco
  • Quatro parentes: aumento de 69% no risco
  • Quando somente parentes de 3º grau têm a doença:
  • Nenhum parente: redução de 10% no risco
  • Um parente: redução de 1% no risco
  • Dois parentes: aumento de 17% no risco
  • Três parentes: aumento de 43% no risco
  • Quatro parentes: aumento de 44% no risco

Como foi feito o estudo

  • Os cientistas buscaram casos de Alzheimer em 3 milhões de pessoas que possuem pelo menos três gerações da família cadastradas na Base da População de Utah, que reúne dados genealógicos desde os indivíduos que fundaram o estado (nos anos 1800) até hoje.

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