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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


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EMOM: "treino de um minuto" importado do crossfit acelera o metabolismo

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Imagem: Getty Images

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

23/02/2018 04h00

Quem é "crossfiteiro" provavelmente já se deparou com a sigla EMOM (Every Minute On a Minute) em seu treino.

No método, você tem um minuto para realizar um exercício proposto, de forma intensa, e descansar. Exemplo: digamos que você deve fazer 10 agachamentos. Caso complete os movimentos em 30 segundos, terá outros 30 segundos de pausa. Se terminar em 50 segundos, terá 10 segundos de intervalo.

Vale ressaltar que o descanso é obrigatório. Ou seja, você não pode realizar o exercício em um minuto exato. Precisa terminá-lo antes desse tempo.

Veja também:

João Abreu, head coach da Crossfit Brasil, explica que o EMOM é usado durante a parte técnica da aula de crossfit (momento em que os alunos aprendem como executar corretamente os exercícios) ou no WOD (Workout of the Day), que é o treino do dia. 

O método pode ser aplicado em inúmeras modalidades -- como treinamento funcional, ciclismo, corrida -- e tem um aspecto motivacional espetacular, devido ao desafio que impõe, além de trazer vários benefícios para o físico.

Menos gordura, mais força e resistência

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Por ser um treino com capacidade infinita, é possível elaborar treinos EMOM com os mais diversos objetivos: melhora da força, condicionamento aeróbico, emagrecimento ou ganho de resistência muscular. Tudo vai depender dos exercícios prescritos pelo professor.

“Dá para fazer um EMOM com poucas repetições e carga elevada, para desenvolver força. Ou mais repetições e carga baixa, para focar no ganho cardiorrespiratório”, explica Abreu, que destaca que esse modelo de treino pode durar de cinco a 45 minutos.

A única coisa que deve permanecer, não importa o objetivo, é o foco na alta intensidade, peça-chave das aulas de crossfit. “O exercício intenso faz com que a pessoa chegue perto do limite e melhore sua força ou seu sistema cardiorrespiratório, além de acelerar o metabolismo, auxiliando o emagrecimento”, explica Abreu.

Segundo Eduardo Netto, diretor-técnico da academia Bodytech, para trazer bons resultados, os treinos com EMOM devem ser muito bem elaborados, o que não é fácil. "Se mal estruturadas, as sessões podem ser muito desgastantes ou fáceis demais”, pontua.

Falta de controle do professor pode ser problema

Para Paulo Roberto Correia, fisiologista do exercício da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), esse tipo de atividade não dá ao educador físico total controle sobre a execução do aluno. “Em um treino de musculação, o professor estipula as séries, cargas e repetições. No EMOM, não existe essa mensuração, já que é próprio aluno que controla a intensidade do trabalho realizado”, explica.

É que cabe a você, por exemplo, decidir se fará as repetições o mais rápido possível, para descansar por um tempo maior, ou devagar, para se poupar do esforço. “O desafio é que o aluno precisa saber dosar a intensidade. Se ele for muito devagar, o treino não vai ter descanso e não será EMOM”, diz Correia.

A tentativa de executar os movimentos rapidamente, por sua vez, pode resultar em lesões. “Existe o risco de o aluno fazer o exercício de forma inadequada, por isso, esse treino é mais indicado para quem tem consciência corporal e conhecimento dos movimentos”, explica Netto.

Essa dificuldade de acompanhar individualmente cada aluno é o que faz com que Abreu não use muito o EMOM nas aulas. “Para um aluno avançado que já sabe a execução dos exercícios será tranquilo. O problema é que eu tenho 20 pessoas no boxe de crossfit para cuidar. Não dá para eu passar um treino com tantas particularidades. Talvez, nesse grupo há um iniciante que pode se machucar”, conta.

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