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Hospital recusa atendimento a homem trans nos EUA por considerá-lo 'imoral'

O hospital cancelou a histerectomia de Jesse Hammons uma semana antes do procedimento - Getty Images
O hospital cancelou a histerectomia de Jesse Hammons uma semana antes do procedimento Imagem: Getty Images

De Universa, em São Paulo

22/07/2020 16h38

Um homem trans de Mayland, nos Estados Unidos, decidiu processar um hospital católico que se recusou a atendê-lo por considerar seu tratamento "intrinsecamente imoral".

Jesse Hammons procurou a unidade de saúde por indicação de seu médico, que recomendou que ele fizesse uma histerectomia (retirada do útero) para tratar sua disforia de gênero — nome que se dá à identificação forte e persistente com um gênero diferente do designado no nascimento.

A disforia está associada a condições como ansiedade e depressão. No entanto, o hospital cancelou o procedimento uma semana antes da data agendada, alegando que o transtorno não caracteriza um problema de saúde que necessite tratamento.

Os funcionários do Saint Joseph Medical Center também se recusaram a realizar a cirurgia porque "violaria a doutrina religiosa católica, como é descrito nas diretrizes católicas".

Essas diretrizes, reforçadas pela Arquidiocese de Baltimore, proíbem os funcionários do hospital de participarem de "ações que são intrinsecamente imorais, como aborto, eutanásia, suicídio assistido e esterilização direta."

Em nota enviada ao jornal Union Bulletin, o Sistema Médico da Universidade de Maryland, que administra o hospital, alegou sigilo médico e se recusou a comentar os detalhes do caso. No entanto, afirmou que "o St. Joseph não discrimina ou oferece tratamento diferente por motivos de raça, cor, nacionalidade, idade, deficiência ou orientação sexual".

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